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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Moradores protestam contra derrubada de 71 árvores no Flamengo, no RJ


(Folhapress) – Moradores do Flamengo, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, protestaram na manhã deste sábado (10) contra a derrubada de 71 árvores no terreno do antigo Colégio Bennett. O local passa por obras para a construção de duas torres com cerca de 350 unidades habitacionais.

A manifestação foi organizada pela associação de moradres do bairro, que critica a construção numa área tombada pelo patrimônio histórico municipal. O grupo ocupou uma faixa da rua Marquês de Abrantes com faixas contra a obra e o prefeito Eduardo Paes (PSD). Moradores também compartilham fotos do antes e depois das derrubadas de árvores pelas redes sociais.

O terreno é protegido por um decreto assinado por Paes em 2014, durante seu segundo mandato à frente do município. Estão tombados, pela legislação, o antigo Pavilhão São Clemente, a antiga cavalariça nos fundos do terreno, a guarita e o gradil que limita a área.

O decreto também afirma que as árvores do terreno estariam “imunes ao corte”.

A legislação exige ainda que qualquer alteração no terreno seja submetida ao Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.

O Ministério Público instaurou inquérito para investigar a derrubada das árvores.
Em nota, a prefeitura afirmou que foram concedidas licenças da Secretaria Municipal de

Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ)

“O projeto prevê medidas compensatórias ambientais, incluindo investimento financeiro e plantio de 632 mudas nativas, parte no Flamengo e em ruas próximas na zona sul, em bairros vizinhos como Botafogo e Laranjeiras. No terreno, nove árvores de espécies nativas serão preservadas, 67 majoritariamente exóticas (não-nativas) serão removidas e quatro árvores já estavam mortas”, diz a nota.

O município afirma ainda que o gradil pode ser retirado durantes as obras, mas deverá ser reinstalado para “a restauração integral do casarão tombado”.

“O licenciamento determina que o gradil seja mantido, assim como a antiga cavalariça, duas edificações e o paisagismo”, diz a nota.





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