O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja internado e submetido a cirurgia no dia de Natal para tratar uma hérnia inguinal bilateral. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (23).
A autorização ocorre após a defesa de Bolsonaro solicitar ao STF que ele seja levado a um hospital particular, em Brasília, na véspera do dia 25 de dezembro, para realização de exames preparatórios. O procedimento cirúrgico Será na quinta-feira.
No mesmo processo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou favoravelmente ao pedido, afirmando que não há impedimentos para que o ex-presidente seja conduzido ao hospital para o tratamento de saúde.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
Vigilância
Durante o período da internação, Bolsonaro será vigiado por agentes da PF.
Moraes determinou que a PF deverá realizar o transporte e a segurança de Bolsonaro de forma “discreta”.
Além disso, a vigilância do ex-presidente será de 24 horas por dia, com manutenção de dois agentes na porta do quarto, além de outras equipes dentro e fora do hospital.
O ministro também proibiu a entrada de celulares, computadores e dispositivos eletrônicos no quarto de Bolsonaro.
A ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, foi a única acompanhante autorizada a permanecer no hospital. As demais visitas só poderão ocorrer com autorização do ministro.
A cirurgia para correção da hérnia, embora necessária, foi classificada pelos peritos como um procedimento eletivo, ou seja, sem urgência vital imediata, o que motivou exigências de laudos e cronograma por parte da Justiça antes da liberação da internação.
Após a operação, Bolsonaro deverá retornar à carceragem onde cumpre pena, conforme os termos definidos pela decisão do STF.
*Com informações da Agência Brasil




