O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido para decretar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta obstrução de justiça. A decisão foi assinada nesta quarta-feira 2, horas após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmar ser contra a medida.
No parecer enviado à Corte, o PGR apontou ausência de “elementos informativos mínimos” em uma notícia-crime protocolada por dois advogados. A ação argumentava que Bolsonaro teria tentado “obstruir a Justiça” ao convocar atos pró-anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, além de acusá-lo de “incitar novos atos que comprometem a ordem pública”.
Bolsonaro participou de um ato em Copacabana em 16 de março em prol do perdão aos condenados pelos atos golpistas. Um levantamento do Monitor do Debate Político do Meio Digital, ligado à USP, estimou que a manifestação reuniu 18,3 mil pessoas. — menos de 2% do público de um milhão de pessoas que a extrema-direita esperava atrair.
O ex-presidente é réu no STF, acusado de chefiar uma organização criminosa que tentou executar um golpe de Estado em 2022.
Por: Carta Capital