Motta pauta votação de projeto que autoriza comercialização de produtos à base de Cannabis


Por Raphael Di Cunto

(Folhapress) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu na pauta de votações do plenário desta semana o projeto que autoriza a fabricação e a comercialização de medicamentos e outros produtos à base de Cannabis. Aprovado por uma comissão há quatro anos, o texto que libera a maconha medicinal no Brasil está parado há quatro anos por causa de um recurso apresentado pelos deputados.

Além disso, Motta pôs na agenda de votações desta semana o projeto antifacção do governo Lula (PT) e outros projetos ligados à segurança pública, como a destinação de parte da arrecadação de impostos com bets para a área e alterações no Códido de Processo Penal “para dar mais celeridade e eficiência” aos processos penais decorrentes de prisão em flagrante.

Os deputados não precisarão registrar presença em Brasília nesta semana em razão da COP30, a 30ª conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que será realizada de 10 a 21 de novembro em Belém, no Pará. Com isso, os debates tendem a ser mais esvaziados, com a votação virtual, pelo celular.

O projeto sobre a maconha medicinal foi aprovado por uma comissão especial da Câmara em 2021, ainda no governo Bolsonaro (PL), em uma votação apertada, e com discursos da direita contra o que chamavam de liberação da maconha e da esquerda em defesa do projeto. Foram 17 votos favoráveis e 17 contrários.
Isso fez com que o presidente da comissão, o deputado Luciano Ducci (PSB-PR), tivesse o voto de desempate, levando à aprovação da matéria.

O grupo de deputados contrários, no entanto, apresentou recurso contra a votação terminativa pela comissão, para impedir que o texto fosse levado direto ao Senado. Desde então, o projeto está pendente de análise desse recurso, para decidir se o texto será rediscutido pelo plenário da Câmara ou será considerado aprovado e enviado para discussão pelos senadores.

O projeto permite que empresas possam cultivar Cannabis no país para fins medicinais e industriais. Segundo o texto, deverão ser usadas sementes ou mudas certificadas, e as empresas interessadas deverão ser previamente autorizadas pelo poder público.

Motta pauta votação de projeto que autoriza comercialização de produtos à base de Cannabis
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O cultivo passará por controles. As companhias terão cota de cultivo para atender demanda pré-contratada ou com finalidade pré-determinada. A cota deverá especificar a quantidade de plantas de Cannabis medicinal psicoativas e não psicoativas e, no caso do cultivo para fins industriais, a área plantada de cânhamo industrial.

As empresas deverão também indicar a origem e caracterização do tipo da planta de Cannabis. A produção deverá ser rastreável desde a aquisição da semente até o processamento final e o seu descarte.

A autorização para cultivo de plantas de Cannabis medicinal será enviada ao órgão de saúde federal. O texto diz que é livre a pesquisa com plantas de Cannabis e seus derivados, desde que cumpridas exigências. Também autoriza plantio, cultivo, manipulação e processamento da planta, de insumos, de extratos e de derivados de cânabis por instituições.

Apesar de incluir o recurso na pauta para votação, ainda não há confirmação de uma data para que isso ocorra. As sessões ocorrerão de terça (11) a quinta (13), mas o item pode ser adiado.

Pacote de Segurança Pública

Motta também incluiu na pauta o projeto de lei do governo com medidas para combater facções criminosas, texto acelerado e enviado ao Congresso em resposta à operação policial no Rio de Janeiro que matou 121 pessoas, a maioria delas acusadas de serem integrantes do CV (Comando Vermelho).

A proposta virou alvo de polêmica entre governo e oposição, reforçada pela escolha do relator, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que atua como Secretária de Segurança Pública de São Paulo, na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), potencial adversário do presidente Lula na eleição de 2026.

Derrite alterou o projeto para tentar classificar facções criminosas como grupos terroristas e elevar a punição deste tipo de crime para até 40 anos de prisão, apesar de críticas de especialistas sobre as possíveis consequências danosas para o país e para as investigações em curso de alterar a classificação desses grupos, o que pode dar margem para intervenções de outros países e sanções ao Brasil.





ICL – Notícias

Internado, Parreira passa por cirurgia no Rio de Janeiro

Guilherme Jeronymo – da Agência Brasil O técnico Carlos Alberto Parreira, de 83...

Número de mortos por terremoto na Venezuela sobe para 1.450

Os terremotos ocorridos na...

Amazonas Repórter

Tudo

David Almeida entrega no bairro Colônia Antônio Aleixo 36° complexo esportivo e amplia estrutura de esporte e lazer na zona Leste

O prefeito de Manaus, David Almeida, entregou, nesta segunda-feira, 23/3, um novo complexo esportivo no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste, no local onde...

Caso P. Diddy: grupo de possíveis jurados é reduzido para 45 pessoas

Um grupo qualificado de 45 possíveis jurados foi garantido para o processo de seleção do júri no julgamento de tráfico sexual...