Movimentos fazem ato em memória das vítimas da ditadura em frente ao antigo DOI-Codi no RJ


Movimentos sociais realizaram, nesta quinta-feira (27), um ato em memória das vítimas da ditadura militar em frente ao antigo DOI-Codi, na Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A manifestação ocorreu um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornar réu no STF por tentativa de golpe.

O ato reivindicou que o prédio do antigo DOI-Codi, que hoje abriga o 1º Batalhão de Polícia do Exército, se torne um Museu da Memória. Os movimentos pedem o tombamento do local pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

“Um dia depois da decisão do STF e a poucos dias da data do golpe de 64, ( o ato) ganha um outro simbolismo porque é a primeira vez que o Estado brasileiro responde à uma tentativa de golpe de Estado. Essa é uma mudança na história do Brasil, é uma mudança muito forte e robusta, que nos emociona e ao mesmo tempo, nos desafia a manter a consciência democrática brasileira”, ressaltou a deputada Jandira Feghali (PCdoB – RJ) em entrevista ao ICL Notícias.

A manifestação também foi em memória de Rubens Paiva e de outros 52 mortos ou desaparecidos por ação direta dos agentes do Destacamento de Operações de Informação-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi).

Ato reivindicou que o prédio do antigo DOI-CODI se torne um Museu da Memória. (Foto: Lucas Rocha/ ICL Notícias)

A deputada estadual do Rio de Janeiro Dani Balbi (PCdoB), que apresentou moção de louvor à família Paiva, esteve presente no ato e também falou ao ICL Notícias.

“Ato em defesa da memória de todas e todos que tombaram na luta contra a ditadura empresarial-militar que atrasou o futuro do país, que ceifou muitas vidas e foi um dos elementos que ajudou a condenar a classe trabalhadora brasileira à essa situação que nos encontramos. Ato para lembrar que a luta deles valeu a pena”, disse Dani Balbi.

“Em um momento como esse, de ameaça ao Estado Democrático de Direito, com tentativas golpistas de abolição violenta de democracia, que foi construída a partir do sangue, do suor, da luta e da resistência, nós devemos estar aqui em memória de Rubens Paiva e de tantos outros”, completou.

O ato foi construído pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e pelo Sindicato dos Engenheiros do RJ (Senge-RJ), com apoio de mandatos parlamentares, movimentos sociais, organizações de direitos humanos e sindicatos.

Parlamentares marcaram presença no ato

Além da deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) e da deputada federal Jandira Feghali, os deputados federais Reimont (PT) e Tarcísio Motta (PSOL) e a vereadora Maíra do MST (PT) marcaram presença no ato. Todos falaram sobre a importância de lembrar do golpe de 1964.

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Parlamentares marcaram presença no ato. (Foto: Reprodução/ Maíra do MST)

“Nós estamos aqui para dizer que a democracia precisa sobreviver e ditadura nunca mais. A nossa luta também é para transformar esse quartel de tanta tortura em um memorial para que a criançada da escola pública e a juventude conheçam a história e não permitam que ela volte a acontecer”, disse o deputado federal Reimont (PT-RJ), em entrevista ao ICL Notícias.

“Fazer memória, lembrar, lutar por verdade, justiça e reparação é fundamental. No ano em que o ‘Ainda Estou Aqui’ conseguiu o Oscar, é muito importante mobilizar a sociedade para que a gente não esqueça e para que nunca mais aconteça”, salientou o deputado Tarcísio Motta (PSOL – RJ).





Fonte: ICL Notícias

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