Ouvir primeiro para, depois, buscar caminhos possíveis para cada realidade. Foi com esse propósito que a candidata a vice-governadora do Amazonas pelo Avante, Dra. Shádia, percorreu, nesta sexta-feira (21/8), três comunidades da calha do rio Amazonas. Integrante da chapa de David Almeida, a ex-secretária municipal de Saúde conversou com moradores e lideranças das comunidades Jatuarana, União e Progresso e do Assentamento Nossa Senhora de Nazaré, conhecendo de perto as demandas, a produção e a rotina de quem vive na zona rural ribeirinha de Manaus.
Nas reuniões, os moradores também fizeram questão de falar sobre a relação construída com David Almeida durante sua gestão à frente da Prefeitura de Manaus. A atenção dada à zona rural, a facilidade de acesso ao então prefeito e a proximidade com as comunidades foram mencionadas pelos comunitários ao longo das conversas.
A partir desse contato, Dra. Shádia defendeu que a construção de políticas públicas precisa partir da realidade de quem vive em cada localidade, sem soluções prontas ou propostas distantes das necessidades da população.
“Tudo que precisamos falar aqui, e tudo que eu tenho que ouvir, é a realidade. E temos que lutar para fazer. Se não dá para fazer de uma forma, eu vou chegar e dizer: ‘Está muito difícil. Vamos, juntos com a comunidade, pensar em outra forma, porque dessa não vai dar’. Tem que jogar aberto”, afirmou a candidata em reunião com os moradores da comunidade Jatuarana, situada na margem esquerda do rio Amazonas, a cerca de 40 quilômetros de Manaus.
A realidade da zona rural também apareceu nos relatos dos moradores. Na mesma reunião, a líder comunitária Maria José Amaral lembrou que os desafios enfrentados por quem vive às margens dos rios são diferentes dos encontrados nos centros urbanos e que, muitas vezes, exigem soluções adaptadas às condições da própria comunidade.
Segundo ela, a experiência acumulada ao longo dos anos mostrou que muitos conhecimentos e procedimentos aprendidos para atuar na área da saúde precisaram ser adaptados à realidade ribeirinha. “A realidade daqui é muito diferente. Lá está certo, a gente aprende sobre tudo, como sinais vitais, que isso é necessário numa área de saúde. Mas a nossa realidade aqui é outra. Totalmente diferente”, relatou.
*Desafios da zona rural*
A necessidade de uma atuação integrada também foi ressaltada pelo líder da comunidade Assentamento Nossa Senhora de Nazaré, Eurico Souza, que elencou demandas que fazem parte do cotidiano das comunidades rurais. Para ele, o desenvolvimento da região depende de uma atuação conjunta entre poder público e moradores, principalmente em áreas como saúde, infraestrutura, segurança e educação.
Segundo Eurico, a construção de melhorias depende de parceria e da troca de conhecimento entre quem está na comunidade e quem atua na gestão pública. “Tudo o que fazemos tem que ser em parceria. Educação, saúde… É uma parceria. E, somando o grupo, a gente vê que quanto mais conhecimento você adquire, melhor você pode transmitir para outras pessoas”, destacou.
*Produção que gera renda*
Um dos momentos da agenda foi a visita à comunidade União e Progresso, que se tornou referência pela produção de pé de moleque. O trabalho realizado pelos moradores envolve 46 famílias e alcança uma produção de aproximadamente 27 mil unidades por mês.
O produto fabricado na comunidade segue para Manaus, estabelecendo uma ligação direta entre a produção ribeirinha e o mercado consumidor da capital. Para Dra. Shádia, a atividade demonstra o potencial econômico existente nas comunidades e a necessidade de políticas que estimulem quem já produz e gera renda no interior.
A agenda terminou com a defesa de uma forma de atuação baseada na proximidade e na construção conjunta. Para Dra. Shádia, estar nas comunidades significa apresentar propostas e compreender os problemas diretamente com quem vive neles e, a partir dessa escuta, encontrar alternativas possíveis para transformar as demandas em ações.
*Texto:* Eliana Nascimento
*Fotos:* Antônio Pereira
—
Assessoria de Imprensa
Coligação “Pra Cima, Amazonas” — Avante, Solidariedade, PRD, PDT, DC e Agir





