O Ibovespa encerrou a sexta-feira (21) em queda de 0,39%, aos 154.770 pontos, em um pregão marcado por baixa liquidez. Com o recuo desta sessão, o índice acumulou a primeira semana negativa desde outubro, somando perda de 1,88% depois de cinco semanas seguidas de alta. Foi também a primeira vez, desde julho, que todos os pregões da semana ficaram no vermelho — ainda que, desta vez, tenham sido apenas quatro dias úteis por causa do feriado.
O câmbio também sentiu o clima mais estressado: o dólar comercial subiu 1,18%, fechando a R$ 5,401. Já os juros futuros (DIs) terminaram o dia com comportamento misto.
O tema que dominou a sexta-feira foi a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa extra de 40% sobre 249 produtos agropecuários brasileiros. O presidente Lula classificou a medida como uma “vitória do diálogo e da diplomacia”, apesar de reforçar que ainda há espaço para ampliar o acordo.
A semana também trouxe novidades importantes do mercado de trabalho americano. Os dados de geração de vagas vieram mais fortes que o esperado, derrubando as Bolsas nos EUA na quinta-feira.
Mas o humor reverteu após falas do presidente da distrital do Fed de Nova York, John Williams, que reforçou a possibilidade de um corte de juros em dezembro. O mercado reagiu imediatamente, com os principais índices de Wall Street subindo.
Stephen Miran, integrante do Fed, também declarou que votaria por um corte de 25 pontos-base, em linha com suas posições recentes desde que assumiu o cargo indicado pelo presidente Donald Trump.
Ainda assim, reina incerteza: o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “os sinais do Fed estão confusos” e sugeriu que a autoridade monetária deveria acelerar os cortes diante dos dados atuais.
A dificuldade fica maior por um motivo técnico: a paralisação recente do governo americano atrasou vários indicadores. Até agora, foram canceladas as divulgações do payroll de outubro e da inflação do mês, deixando o Fed com pouca informação para decidir.
Ibovespa: Vale se salva, bancos se dividem e Petrobras recua
No Brasil, o Ibovespa vive um movimento de realização de lucros após o maior rali deste século. O investidor segue otimista, mas aguarda novos gatilhos para retomar a trajetória de alta.
Nesta sexta:
Vale (VALE3) avançou 0,32%, mesmo com o minério em queda na Ásia.
Ambev (ABEV3) liderou o volume e subiu 1,57%, mantendo bom desempenho no mês.
Bancos tiveram desempenho misto:
BB (BBAS3) +1,95%
Itaú (ITUB4) +0,30%
Bradesco (BBDC4) –0,58%
Santander (SANB11) –0,30%
Hapvida (HAPV3) respirou, subindo 0,46%, apesar dos rebaixamentos recentes.
B3 (B3SA3) encerrou em alta de 0,29% após dia de oscilação.
Petrobras (PETR4) caiu 0,76%, pressionada pela nova queda do petróleo internacional.




