Na Revista Liberta número 12, a fraude do Banco Master, o bolsonarismo sem Bolsonaro e muito mais


A edição número 12 da Revista Liberta está liberada hoje para assinantes, mas também os não-assinantes poderão ter acesso a parte do conteúdo da publicação. O principal tema desta semana é é a operação que resultou na liquidação do Banco Master e na prisão do seu proprietário, Daniel Vorcaro.

Quem trata do assunto são as economistas Deborah Magagna, da equipe do ICL, e Carla Beni, professora da Fundação Getúlio Vargas.

A seguir, um trecho do artigo de Deborah Maggna, “A dona Aranha e a teia que segurou o Banco Master”:

“(…) Não foi por falta de aviso.

Um parecer da Caixa Econômica Federal já apontava, meses antes, as inconsistências dos números do Master. Mesmo assim, o Banco Central demorou a agir. O então presidente da instituição, Roberto Campos Neto – já fora do cargo quando o caso eclodiu – disse que nada faria diferente. E, de fato, não o fez.

Mesmo com o aumento dos alertas do mercado e de outros bancos, a fiscalização não agiu a tempo. O atraso trouxe consequências e o regulador parecia vestido de vovozinha, com olhos que fingiam não ver e ouvidos atentos apenas quando as vozes vinham de conexões convenientes.

O personagem central dessa história é Daniel Vorcaro.

Empresário com trânsito amplo em círculos de poder, ele ocupou espaços estratégicos e se movimentou como quem tece uma teia com calma, sabendo exatamente onde cada fio vai parar. Seu sócio é casado com uma ex-ministra ligada ao governador do Distrito Federal, que controla o BRB, o banco público que, por pouco, não se tornou o salvador do Master.

A proposta era indecorosa. O BRB compraria parte das ações – a totalidade das preferenciais e 49% das ordinárias, que dão direito a voto. Com isso, Vorcaro ainda deteria 51% das ações ordinárias e manteria o controle, sem precisar de aprovação da Câmara Legislativa do DF e sem escrutínio público. Um arranjo que atenderia a interesses privados, sob o manto de uma solução estatal. O governo do Distrito Federal entraria para limpar a bagunça, com alvejante comprado com dinheiro público, mas sem assumir, de fato, o controle da instituição. (…)”

Outro destaque da revista é a ordem de prisão definitiva de Jair Bolsonaro para cumprir condenação por tentativa de golpe de Estado. Os jornalistas César Calejon e Ricardo Mello tratam do tema em seus artigos.

Além disso, a Revista Liberta tem artigos de Manoela Miklos (que estreia nesta edição), Jamil Chade, Leonardo Boff, Marcia Tiburi, João Cézar de Castro Rocha, Luís Costa Pinto, o grupo de humor Sensacionalista, as frases da semana, a foto da semana e uma charge de Carvall.

Como de costume, a capa é de autoria de Aroeira.

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