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‘Nenhum problema’ – Política – CartaCapital



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado 29 que não descarta entrar em contato direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ampliar o diálogo entre os países em meio à guerra tarifária imposta pela administração do republicano nesta segunda passagem pela Casa Branca.

Em entrevista coletiva em Hanói, no Vietnã, onde encerrou viagem oficial à Ásia, Lula disse que o governo brasileiro pretende buscar acordos com os americanos com base na conversa. E que não vê problemas em falar com o líder de extrema-direita dos EUA.

“Na hora que sentir necessidade de conversar com o presidente Trump, não terei nenhum problema de ligar para ele. Na hora que ele achar que tem interesse de conversar comigo, espero que não tenha nenhum problema de ligar para mim. Não é porque temos diferenças ideológicas, que dois presidentes não podem conversar”, afirmou o petista.

Na mesma entrevista, Lula fez questão de elogiar a postura de Trump na busca por soluções pacíficas para o conflito entre Rússia e Ucrânia, e disse que as diferentes visões de mundo ficam de lado no tabuleiro da política internacional.

“No exercício da presidência, como chefe de Estado, a gente não coloca nossas questões ideológicas na mesa, coloca os interesses do Estado. O Estado brasileiro, o Estado americano. É assim que vejo a política, as relações internacionais, e assim que espero que os EUA também compreendam a política”, complementou.

Apesar de o governo brasileiro ter manifestado insatisfação com as tarifas recém-anunciadas a produtos brasileiros, e de haver expectativa de novos ‘tarifaços’ com impacto direto na economia do País, Lula insiste em buscar soluções conjuntas.

“O Brasil está fazendo exatamente o que precisa ser feito: estamos negociando. Meu ministro Mauro Vieira [Relações Exteriores] e meu ministro Geraldo Alckmin [Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] já fizeram duas reuniões com os ministros de comércio dos Estados Unidos para discutir. Antes de fazer a briga da reciprocidade ou de fazer briga na OMC, queremos gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário para fazer um livre comércio com os Estados Unidos”, disse Lula.

Mesmo com o aceno ao diálogo, o brasileiro não deixou de criticar o americano. Ele voltou a afirmar que Trump não foi eleito para ser ‘o xerife do Mundo’, algo que já disse diversas vezes. E também criticou o que considera ser uma mudança de postura dos americanos desde a chegada de Trump ao poder.

“O discurso que eles tão fazendo agora nos EUA é totalmente antagônico ao discurso que fizeram nos anos 1980 a 2022. Os Estados Unidos passaram quase 40 anos pregando a globalização e o livre comércio. De repente, entra um presidente dizendo ‘América para os americanos’. É um direito deles, da mesma forma que defendo ‘o Brasil para os brasileiros’. Como o Brasil não está isolado no planeta, a gente está ligado por terra, mar e ar, achamos que uma boa parceria entre os países é muito importante”, pontuou.



Por: Carta Capital

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