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O Ibovespa iniciou a semana em forte queda, despencando 1,26%, aos 139.489,70 pontos, no pior desempenho desde 21 de maio. A retração de 1.773,86 pontos refletiu o aumento da aversão ao risco global, alimentada por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que reacendeu temores de uma nova guerra comercial.
O real também perdeu força, com o dólar comercial subindo 0,99%, a R$ 5,478, enquanto os juros futuros (DIs) avançaram por toda a curva. Nem mesmo a deflação de 1,80% no IGP-DI de junho e a sexta queda consecutiva nas projeções de inflação do Boletim Focus foram capazes de sustentar o mercado.
No epicentro da tensão, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre importações do Japão e Coreia do Sul a partir de agosto, além de ameaçar taxar em 10% os países do Brics por “políticas antiamericanas” não especificadas. O Brasil reagiu dizendo que a ameaça comprova a relevância do bloco, enquanto a China criticou o uso de tarifas como forma de coerção.
O tom é de cautela, e os investidores seguem atentos aos desdobramentos das políticas comerciais dos EUA nas próximas 48 horas, quando são esperados novos anúncios.
No Brasil, as ações líderes sentiram o impacto: Vale (VALE3) caiu 1,47%, pressionada pela queda no minério de ferro; Petrobras (PETR4) recuou 0,19%, mesmo com o petróleo em alta no exterior; PRIO (PRIO3) desvalorizou 1,93% e 3R Petroleum (RRRP3), 1,61%.
Entre os bancos, Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,65%, com analistas ainda cautelosos; Bradesco (BBDC4) perdeu 0,96%, mesmo após anunciar planos de expansão na carteira agro.
Mercado externo
As principais bolsas dos EUA também caíram cerca de 1%, no retorno do feriado de 4 de Julho, e a Europa oscilou sem direção clara.
O Dow Jones caiu 0,94%, aos 44.406,48 pontos; o S&P 500, -0,79%, aos 6.229,98 pontos; e o Nasdaq, -0,92%, aos 20.412,52 pontos.
Fonte: ICL Notícias




