spot_imgspot_img
26.3 C
Manaus
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
spot_imgspot_img

Número de Nikolas Ferreira aparece em contatos de Daniel Vorcaro no Whatsapp


 

Por Cleber Lourenço

Documentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS obtidos pela reportagem revelam que o número de telefone do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) aparece entre os contatos associados ao WhatsApp Business do empresário Daniel Vorcaro, investigado no escândalo dos descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.

O material analisado tem origem na quebra de sigilo telemático autorizada no âmbito das investigações e foi encaminhado à CPMI como parte dos relatórios técnicos de extração de dados. Em um dos arquivos, identificado como “WhatsApp Business Record”, consta a listagem de contatos vinculados à conta utilizada por Vorcaro. Entre os números relacionados, aparece o telefone com o final 0022, atribuído ao parlamentar.

A presença do número na lista de contatos indica que o telefone de Nikolas Ferreira estava salvo ou associado à conta de WhatsApp analisada no momento da extração dos dados. Trata-se de um registro assimétrico: o documento mostra que Daniel Vorcaro tinha o contato do deputado em sua agenda, sem indicar que o parlamentar mantivesse o número do empresário salvo ou registrado em seus próprios contatos. O documento, contudo, não detalha, nesse recorte, a existência de troca de mensagens, chamadas ou o teor de eventual comunicação entre as partes, tampouco estabelece, por si só, a natureza da relação entre o empresário e o deputado.

Os relatórios integram o conjunto de provas reunidas pela CPMI do INSS para mapear a rede de contatos e possíveis articulações envolvendo personagens citados nas investigações sobre o esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários. O material analisado refere-se a apenas uma das linhas telefônicas vinculadas a Daniel Vorcaro, que possui mais de um número e mais de uma conta de WhatsApp associada ao seu nome ou às suas empresas. O dono do Banco Master é apontado como um dos empresários que tiveram suas comunicações submetidas à quebra de sigilo no curso dos trabalhos da comissão.

A reportagem procurou o deputado Nikolas Ferreira para comentar a presença de seu número na lista de contatos extraída do WhatsApp de Vorcaro, questionando se houve troca de mensagens, encontros ou qualquer tipo de interlocução relacionada ao Banco Master, à CPMI do INSS ou às investigações em curso. Até o fechamento desta reportagem, não houve resposta.

A CPMI do INSS apura a atuação de empresas, associações e intermediários envolvidos na aplicação de descontos sem autorização em benefícios previdenciários, esquema que atingiu milhões de aposentados e pensionistas em todo o país e levou à quebra de sigilo de diversos investigados para reconstrução de fluxos financeiros e redes de relacionamento.

Nos bastidores da comissão, parlamentares vêm apontando a possibilidade de conexão entre o esquema dos descontos ilegais no INSS e o escândalo envolvendo o Banco Master. Nesse contexto, deputados têm mencionado também a atuação de lideranças e fiéis ligados à Igreja Batista da Lagoinha. Nikolas Ferreira é membro e frequentador da igreja, relação pública e já mencionada pelo próprio parlamentar em diferentes ocasiões. Segundo deputados que acompanham os trabalhos da CPMI, um dos possíveis elos de ligação entre os casos seria a atuação de estruturas financeiras associadas à Igreja Batista da Lagoinha.

Recentemente o ICL Notícias mostrou que os deputados federais Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acionaram formalmente o Banco Central para esclarecer a atuação da Clava Forte Bank S/A, empresa ligada à Igreja Lagoinha. O requerimento questiona se a empresa possui autorização para operar como instituição financeira ou fintech, além de cobrar esclarecimentos sobre eventuais vínculos contratuais, operacionais ou societários com o Banco Master ou com pessoas físicas e jurídicas a ele ligadas.

O pedido ao Banco Central também foi contextualizado pelos parlamentares no âmbito das investigações da CPMI do INSS, diante da suspeita de que estruturas financeiras vinculadas a organizações religiosas possam ter sido instrumentalizadas no esquema de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas. Tanto a Clava Forte Bank quanto lideranças da Igreja Lagoinha passaram a ser alvo de uma série de requerimentos apresentados na comissão.





ICL – Notícias

Após protestos, Trump vai retirar agentes de imigração de Minnesota

Por Brasil de Fato O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (12)...

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 62 milhões

O prêmio do concurso...

Toffoli deixa relatoria do caso Master após STF rejeitar suspeição

Por Cleber Lourenço Em reunião reservada iniciada às 16h30 desta quarta-feira (12), ministros...
-Patrocinador-spot_img

Amazonas Repórter

Tudo

Megaoperação combate crimes digitais contra menores

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou na manhã desta terça-feira (15) uma megaoperação nacional para desarticular uma organização criminosa voltada à...