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O controle de narrativas da Gordon and Betty Moore Foundation



Imagem da BR-319 vista de cima (Composição: Lucas Oliveira/CENARIUM)

13 de março de 2025

Paula Litaiff – Da Cenarium

Na década de 1980, três escritores franceses, Max Pagés, Michel Bonetti e Vincent de Gaulejac, publicaram a obra O Poder das Organizações (1987), na qual decifraram como as multinacionais possuem a capacidade de influenciar decisões do Estado, impulsionando o rumo das atividades empresariais por meio do controle da informação e decidindo até sobre quem vive e quem morre nos países onde atuam.

A reportagem de capa da nova edição da REVISTA CENARIUM investigou, por seis meses, informações que vieram à tona no artigo científico “Desastre ambiental na Amazônia e violação de direitos indígenas facilitados por projetos de governança na BR-319”, assinado pelos biólogos e pesquisadores Lucas Ferrante e Philip Fearnside, e pela jornalista e escritora Monica Piccinini. O estudo revela o que está por trás do “discurso sustentável” sobre a estrada.

Conduzida pela jornalista Marcela Leiros, a matéria mostra como multinacionais de exploração petrolífera atuam para reduzir o poder do Estado nas decisões sobre a BR-319, uma estrada de 889 quilômetros que corta a Amazônia, cujas obras – se não seguirem o rito legal – podem afetar a vida de 18 mil indígenas e comprometer todo um ecossistema, com consequências irreversíveis.

Semelhante ao que está descrito na obra francesa O Poder das Organizações, as multinacionais que buscam ter o controle das narrativas sobre a BR-319 não têm ideologia de direita, esquerda ou centro. O que elas querem é desenvolver métodos de dominação dos indivíduos para alcançar seu grande objetivo: ampliar o mercado de exploração e multiplicar lucros.

Para atender ao anseio de futuros faturamentos bilionários, esses grandes conglomerados têm como retaguarda determinadas Organizações Não Governamentais (ONGs), que recebem repasses milionários para desempenhar o trabalho de “doutrinação” dos povos originários no entorno da BR-319, sob a justificativa de uma pseudossustentabilidade.

Essas empresas e ONGs são organizadas em um conjunto integrado de mecanismos econômicos, políticos, ideológicos e psicológicos que, uma vez associados, conseguem influenciar o conteúdo da imprensa tradicional e as ações do Estado. A CENARIUM quer mostrar, por meio deste especial, que nem todos estão a serviço desse poder e que a Amazônia não está à venda.

O assunto foi tema de capa e especial jornalístico da nova edição da REVISTA CENARIUM. Acesse aqui para ler o conteúdo completo.

LEIA TAMBÉM:

EDITORIAL – A crise de narrativas da COP30

EDITORIAL – Ecoansiedade, o futuro antecipado

EDITORIAL – O exército invisibili



Fonte: Agência Cenarium

Amazonas Repórter

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