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O futuro dos animes com as IAs, segundo o filho do criador do Studio Ghibli


Goro Miyazaki comentou o impacto da IA na animação e o desafio de manter a essência criativa do Studio Ghibli em um mundo digital

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(Imagem: Reprodução/Redes sociais)

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Em meio ao dilema ético envolvendo gerar imagens de IA do Studio Ghibli, o criador da produtora de filmes, Hayao Miyazaki, já demonstrou ter uma opinião bem forte sobre tal tecnologia. O posicionamento de seu filho, contudo, aparenta ser mais contido.

Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki, afirmou para a AFP que a IA poderia substituir os animadores em até dois anos, embora duvide que o público aceite uma animação totalmente gerada por IA. Apesar disso, ele reconhece o potencial da IA para revelar novos talentos.

A OpenAI, criadora do ChatGPT, recentemente lançou um gerador de imagens que pode imitar estilos de estúdios de animação amplos, mas não de artistas individuais vivos, devido a preocupações com violação de direitos autorais.

Leia mais:

Hayao Miyazaki, fundador do Studio Ghibli, é totalmente averso ao uso de IA generativa em trabalhos artísticos – Imagem: Denis Makarenko / Shutterstock

Era do digital estaria gerando crise no mercado de animadores

  • Goro também discutiu as dificuldades do setor de animação no Japão, incluindo a escassez de animadores qualificados e o desinteresse da geração mais jovem pelo trabalho manual, dado o acesso fácil a conteúdos digitais.
  • “Hoje em dia, o mundo está cheio de oportunidades para assistir a qualquer coisa, a qualquer hora, em qualquer lugar, dificultando imaginar ganhar a vida com o ato físico de desenhar”, disse ele.
  • Em meio a trend das imagens do Studio Ghibli, um vídeo de 2016 de seu pai ressurgiu, onde ele mostrava seu desdém pela tecnologia.

O filho de Miyazaki ainda refletiu sobre a profundidade emocional dos filmes de seu pai e de Isao Takahata, que, mesmo sendo considerados filmes infantis, abordam temas complexos como a perda e a morte, algo difícil de ser reproduzido por gerações mais jovens.

Goro, que também é diretor e supervisou o desenvolvimento do Museu e do Parque Ghibli, destacou o impacto emocional e criativo da animação manual e da abordagem filosófica de seu pai e Takahata, algo que, segundo ele, seria difícil de replicar pelas gerações mais jovens, que não viveram a mesma experiência histórica e cultural.

O prestigiado Studio Ghibli virou o alvo de uma trend que consiste em gerar imagens de IA copiando seu estilo de animação – Imagem: Studio Ghibli/Reprodução


Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.




Fonte: Olhar Digital

Amazonas Repórter

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