Observatório da Mulher da ALEAM revela que 31,6% das mulheres já sofreram algum tipo de violência no Amazonas

 

Em todo o estado do Amazonas, 31,6% das mulheres já sofreram algum tipo de violência. Essa é uma das estatísticas reveladas pela mais recente atualização do banco de pesquisas do Observatório da Violência contra a Mulher, iniciativa da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).

O assunto veio à tona na sessão desta terça-feira (02/09), quando a deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos) ocupou a tribuna da Casa Legislativa para apresentar dados inéditos levantados pelo Observatório da Violência contra a Mulher.

A pesquisa de opinião, que abrangeu mais de 63 mil pessoas de Manaus e dos municípios do interior, aponta que, em se tratando de violência, o “inimigo” mora em casa. A mostra aponta que 55,1% das mulheres que revelaram ter sofrido algum tipo de violência são casadas ou moram junto com seus companheiros.

De acordo com os números divulgados pelo observatório, o sentimento de posse também é confirmado na pesquisa, pois 26,5% de mulheres separadas ou divorciadas revelaram ter sofrido algum tipo de violência.

“Antes dessa pesquisa do Observatório da Mulher, a gente não tinha esse dado de como a mulher se sente em relação à violência. Isso vai fazer com que a gente possa elaborar políticas públicas que realmente impactem essa mulher. O objetivo da Procuradoria da Mulher é aperfeiçoar o trabalho legislativo, aperfeiçoar a criação de políticas públicas por meio dessa vivência da realidade da mulher amazônica”, enfatizou a deputada Alessandra Campelo.

Acesso
O Observatório pode ser acessado por meio do endereço eletrônico observatorio.aleam.gov.br. Alessandra Campelo informou que o Observatório da Mulher é uma ferramenta perene da Casa Legislativa, visto que foi instituído por meio da Resolução Legislativa nº 1.049, de 02 de julho de 2024.

“Isso é inédito no Amazonas, e preciso agradecer ao presidente Roberto Cidade e a todos os deputados e as deputadas que acreditaram neste trabalho, aprovando a Resolução Legislativa, onde qualquer órgão poderá usar estes dados para a promoção de políticas públicas de proteção às mulheres”, disse a deputada, por ocasião do lançamento do projeto, em agosto de 2024.

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