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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Onça-pintada: mais de 6 mil animais da espécie vivem na Amazônia


Pesquisa inédita publicada na revista Biological Conservation revela que 22 áreas protegidas e terras indígenas na Amazônia abrigam uma população estimada de 6.389 onças-intadas (Panthera onca).

O animal tem sido destaque após um caso envolvendo um homem, de 60 anos, que morreu após ser atacado por uma onça-pintada em uma área isolada da região de Touro Morto, a aproximadamente 150 quilômetros de Miranda, em Mato Grosso do Sul.

O que sabemos sobre o caso do caseiro que foi devorado por onça em Mato Grosso do Sul

estudo, realizado por cientistas de mais de 20 instituições, incluindo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), utilizou armadilhas fotográficas e modelos estatísticos para mapear a densidade populacional do felino.

De 2005 a 2020, pesquisadores monitoraram onças-pintadas em unidades de conservação do Brasil, Peru, Colômbia e Equador. A densidade média é de três onças a cada 100 km², mas varia conforme o local.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM) registra quase dez onças a cada 100 km², enquanto a Reserva Biológica do Cuieiras (AM) apresenta menos de uma no mesmo espaço. A diferença se deve à abundância de presas em áreas como as várzeas, ricas em nutrientes, em contraste com os igapós, com solos mais pobres.

Os machos são detectados com mais frequência do que as fêmeas, possivelmente devido à sua maior área de deslocamento para acasalamento e defesa de território. pressão humana, medida pelo Índice de Pegada Humana, é um fator crítico. Em áreas degradadas, as onças necessitam de territórios até 30% maiores para sobreviver, indicando escassez de recursos.

Desmatamento e incêndios ameaçam a população de onças-pintadas

Apesar dos resultados, o estudo alerta para as ameaças à espécie. O desmatamento e os incêndios na Amazônia aumentam a pressão sobre a biodiversidade. No Brasil, estima-se que 1.500 onças foram deslocadas ou mortas nos últimos quatro anos devido à perda de habitat. A caça ilegal de presas e o comércio ilegal de partes de onças também são preocupantes.

Os pesquisadores recomendam a expansão de programas de monitoramento contínuo, integrando tecnologia e conhecimento indígena. A proteção de regiões como a interface Andes-Amazônia e as várzeas do Rio Amazonas, ameaçadas por mineração ilegal, é crucial. O estudo destaca a urgência de recursos financeiros, equipes técnicas e políticas antifogo.

Para o ICMBio, os dados reforçam a importância do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Onça-Pintada, que prevê o monitoramento populacional, o combate a crimes ambientais e o turismo de base comunitária em unidades de conservação, segundo Ricardo Sampaio, coautor do estudo e coordenador substituto do ICMBio/CENAP.



Fonte: CNN Brasil

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