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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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ONU denuncia bloqueio contra Cuba e pede que Trump retire medidas


A ONU soa o alerta diante da situação humanitária em Cuba e faz um apelo para que o governo de Donald Trump retire as sanções e bloqueios contra a ilha.

“Estamos extremamente preocupados com o aprofundamento da crise socioeconômica em Cuba, em meio a décadas de embargo financeiro e comercial, eventos climáticos extremos e as recentes medidas dos EUA que restringem as exportações de petróleo. Isso está tendo um impacto cada vez mais severo sobre os direitos humanos da população cubana”, afirmou a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, Marta Hurtado.

Derrubar o governo cubano passou a ser um dos objetivos da Casa Branca na América Latina. Para isso, Trump intensificou o bloqueio e impediu que petróleo venezuelano chegue até a ilha. A esperança dos EUA é a de estrangular a economia cubana e, assim, permitir um levante popular. O governo brasileiro, que teme uma crise humanitária e de imigração, avalia o envio de ajuda para Havana.

Para a ONU, a situação é crítica. “Dada a dependência dos sistemas de saúde, alimentação e água em combustíveis fósseis importados, a atual escassez de petróleo colocou em risco a disponibilidade de serviços essenciais em todo o país”, alertou a porta-voz.

Segundo a entidade, unidades de terapia intensiva e salas de emergência estão comprometidas, assim como a produção, distribuição e armazenamento de vacinas, hemoderivados e outros medicamentos sensíveis à temperatura.

A ONU avalia que, em Cuba, mais de 80% dos equipamentos de bombeamento de água dependem de eletricidade, e os cortes de energia estão prejudicando o acesso à água potável, saneamento básico e higiene.

“A escassez de combustível interrompeu o sistema de racionamento e a cesta básica de alimentos regulamentada, e afetou as redes de proteção social – alimentação escolar, maternidades e asilos – com os grupos mais vulneráveis ​​sendo desproporcionalmente impactados”, disse.

Num alerta lançado nesta sexta-feira, a entidade destaca que os cortes de energia também afetam as comunicações e o acesso à informação.

“O acesso a bens e serviços essenciais, incluindo alimentos, água, medicamentos e combustível e eletricidade adequados, deve ser sempre garantido, pois são fundamentais nas sociedades modernas para o direito à vida e para a capacidade de desfrutar de muitos outros direitos”, disse a porta-voz.

“O impacto prolongado e contínuo das sanções setoriais gera dificuldades econômicas e enfraquece a capacidade do Estado de cumprir suas responsabilidades essenciais, incluindo a prestação de serviços de proteção e assistência. Isso aumenta o risco de fomentar a desestruturação social em Cuba”, alertou.

O recado também foi direcionado às autoridades cubanas.

“O Estado, por sua vez, precisa garantir que esteja preparado para responder de acordo com o direito internacional dos direitos humanos, estando atento às necessidades dos mais vulneráveis ​​e priorizando a mediação, a desescalada e a salvaguarda dos direitos à liberdade de reunião pacífica e de expressão para todos”, disse.

“O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, reitera seu apelo a todos os Estados para que suspendam as medidas setoriais unilaterais, dado o seu amplo e indiscriminado impacto sobre a população. Os objetivos políticos não podem justificar ações que, por si só, violam os direitos humanos”, completou.





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