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quinta-feira, abril 3, 2025
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OpenAI quebra recorde, mas com um porém


A OpenAI anunciou que concluiu na segunda-feira (31) uma rodada de financiamento de US$ 40 bilhões, que se tornou o maior investimento já registrado em uma empresa privada de tecnologia. O valor de mercado da desenvolvedora praticamente triplicou.

Mas tem um porém: para que esse investimento seja concretizado pela SoftBank, conglomerado japonês investidor, a OpenAI precisa virar uma empresa lucrativa até o final deste ano.

Esse processo começou no final do ano passado, quando a desenvolvedora anunciou que queria se tornar lucrativa para bancar os custos do desenvolvimento de IA. No entanto, ainda enfrenta desafios, incluindo a discordância por parte de Elon Musk, que é cofundador.

Logo da OpenAI em um smartphone na horizontal
Após investimento recorde, OpenAI tem um novo desafio (Imagem: jackpress / Shutterstock.com)

OpenAI quebra recorde… mas tem uma obrigação a cumprir

A rodada de financiamento foi liderada pela SoftBank e contou com outros grandes investidores, como Microsoft, Altimeter, Thrive e Coatue. O valor final ficou em US$ 40 bilhões, o maior investimento em uma empresa privada do ramo de tecnologia.

No entanto, para que o valor seja concretizado, a OpenAI precisa virar uma empresa com fins lucrativos (explicaremos mais sobre isso adiante). Como o Olhar Digital já tinha reportado neste link, a SoftBank vai investir US$ 10 bilhões iniciais na desenvolvedora. Se a meta da conversão em empresa lucrativa for atendida até 31 de dezembro de 2025, o conglomerado aplica os US$ 30 bilhões restantes. Caso contrário, o investimento pode diminuir para até US$ 20 bilhões.

Após a rodada de financiamento, dados da PitchBook revelaram que a OpenAI chegou a uma avaliação de US$ 300 bilhões, praticamente o triplo das rodadas anteriores. Com isso, a dona do ChatGPT fica atrás apenas da SpaceX (avaliada em US$ 350 bilhões) e empatada com a ByteDance (controladora do TikTok) entre as empresas privadas mais valiosas do mundo.

Montagem com fotos de Sam Altman, CEO da OpenAI, e o bilionário Elon Musk
Sam Altman, CEO da OpenAI, e o bilionário Elon Musk, cofundador da desenvolvedora, discordam sobre os rumos da empresa (Imagem: jamesonwu1972/Frederic Legrand – COMEO/Shutterstock)

Como a OpenAI vai usar o investimento

  • Em uma publicação no blog oficial, a desenvolvedora explicou que vai usar o aporte para “expandir ainda mais as fronteiras da pesquisa de IA” e abrir caminho para a inteligência artificial geral (AGI), que demanda “poder computacional massivo”;
  • Uma parte grande do valor, de US$ 18 bilhões, será destinada ao projeto Stargate, joint venture entre OpenAI, SoftBank e Oracle, anuncia pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em janeiro;
  • A parceria prevê a construção de data centers nos Estados Unidos, infraestrutura essencial para o desenvolvimento de IA.

Leia mais:

Mas há desafios

Para concretizar o investimento em US$ 40 bilhões, a OpenAI precisa virar uma entidade com fins lucrativos até o final deste ano. Essa proposta foi anunciada pela empresa no ano passado, na expectativa de que os financiamentos privados cobrissem os custos para avançar no desenvolvimento de IA.

Isso porque a empresa foi fundada como uma organização sem fins lucrativos, com a intenção de criar IAs para o bem da humanidade. Desde 2019, no entanto, opera com uma estrutura híbrida, que permite parcerias para lucros limitados (incluindo a da Microsoft).

A mudança tornaria a OpenAI uma empresa com fins lucrativos de vez. Porém, há alguns desafios para que isso se concretize, o que geram pressão adicional na rodada de investimentos:

  • Elon Musk, cofundador da desenvolvedora ao lado de Sam Altman, não concorda com a conversão. Ele processa a OpenAI, que o acusa de tentar atrasar a transição para o próprio bem (atualmente, Musk é dono da xAI, outra desenvolvedora de IA);
  • O gabinete do Procurador Geral da Califórnia precisa aprovar a mudança, principalmente em um momento em que os Estados Unidos compete com a China pela liderança na corrida de IA.




Fonte: Olhar Digital

Amazonas Repórter

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