Por Cleber Lourenço
A orientação no Palácio do Planalto é direta e sem margens para interpretações: nada de comemorações, declarações exaltadas ou sinais de triunfalismo. A prisão preventiva de Jair Bolsonaro deve ser tratada como um evento judicial, não político, e o governo quer transmitir normalidade absoluta.
Membros do Palácio do Planalto afirmam que a regra é manter a rotina como se fosse qualquer outro sábado. A ordem interna é para que ministros e auxiliares evitem alimentar o clima de tensão e se atenham a manifestações formais apenas quando estritamente necessário.

O discurso público, quando houver, seguirá o padrão mínimo: mencionar o papel das instituições e reforçar que o governo não interfere no processo. Nada além disso. A avaliação interna é que qualquer gesto fora desse trilho poderia soar como exploração política ou celebração — exatamente o que o Planalto quer evitar.
A diretriz vale para este sábado (23) e para os próximos dias. A lógica é preservar a imagem de estabilidade administrativa, mesmo diante do impacto simbólico da prisão de um ex‑presidente. Auxiliares do presidente insistem que o Executivo continua operando dentro da normalidade e que o episódio não altera a agenda de governo.
A mensagem central dentro do Planalto é que o país segue funcionando — e o governo também.




