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Parece que a Ciência estava um pouco enganada sobre os tubarões


Ao contrário da crença popular, os tubarões não veem humanos como presas, e alguns ataques funcionam como autodefesa

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Imagem: Alexius Sutandio/Shutterstock

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Tubarões são frequentemente vistos como os predadores mais temidos do oceano. No entanto, ataques a humanos são raros: ocorrem cerca de 100 mordidas por ano no mundo todo, e cerca de 10% são fatais.

Tradicionalmente, acredita-se que os tubarões mordem por motivos como predação, territorialismo ou competição. No entanto, um estudo recente publicado na Frontiers in Conservation Science aponta um fator menos discutido: a autodefesa.

De acordo com o Dr. Eric Clua, autor principal do estudo, algumas mordidas de tubarão são reações instintivas a comportamentos humanos percebidos como agressivos. Nesses casos, o animal reage como forma de proteger-se, e não por ataque deliberado.

Mordidas de tubarão em humanos são mal interpretadas

  • Entre 2009 e 2023, na Polinésia Francesa, foram documentadas 74 mordidas de tubarão, sendo que quatro delas foram atribuídas à autodefesa.
  • Essas ocorrências geralmente envolvem situações em que o humano se aproxima demais, tenta tocar, agarrar ou interagir com o tubarão, como durante a pesca submarina.
  • Essas mordidas costumam ser superficiais e não letais, além de ocorrerem sem aviso prévio.
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Pesquisadores destacam que mordidas de tubarão podem ser reações defensivas e não ataques deliberados – Imagem: Rob Atherton/iStock

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Esse tipo de reação é comparável a comportamentos defensivos de outros animais selvagens, como ursos ou aves como o casuar, que também podem reagir intensamente quando se sentem ameaçados.

Algumas espécies de tubarão costeiro, como o tubarão-cinzento-de-recife, são particularmente territoriais e mais propensas a esse tipo de resposta.

Os pesquisadores analisaram também dados globais do Global Shark Attack File, que reúne quase 7.000 registros desde 1863. Identificaram 322 casos de mordidas potencialmente defensivas — proporção semelhante à encontrada na Polinésia Francesa, sugerindo que essa tendência pode se repetir em outras partes do mundo.

A recomendação principal é evitar qualquer forma de interação física com tubarões, mesmo que pareçam calmos ou estejam em situação vulnerável. Até mesmo tentativas de resgate podem ser interpretadas como ameaças.

Segundo Clua, os tubarões geralmente têm medo de humanos e não agem com intenção de vingança. Suas mordidas defensivas são reações instintivas de sobrevivência. Respeitar o espaço desses animais é essencial para reduzir os riscos e promover uma convivência segura entre humanos e tubarões.

Até 5% das mordidas de tubarão são reações a interações humanas percebidas como ameaças – Imagem: LuckyStep/Shutterstock


Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.




Fonte: Olhar Digital

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