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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Pedido de CPI do Banco Master é protocolado na Câmara dos Deputados


Por Cleber Lourenço

O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou no início da noite desta terça-feira, na câmara dos deputados, o requerimento que cria a CPI do Banco Master. Em conversa com o ICL Notícias, o deputado afirmou que o caso representa “um dos maiores escândalos de corrupção da história”, destacando que a Polícia Federal já identificou um desvio superior a R$ 12 bilhões.

Trechos do próprio requerimento reforçam a gravidade: o documento cita “a fabricação de fundos fraudulentos, a falsificação de contratos, a montagem de ativos inexistentes e um prejuízo que supera R$ 12,2 bilhões” como elementos centrais da investigação.

CPI, Banco Master
Dep. Rodrigo Rollemberg (PSB – DF) – Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O texto aponta ainda que o BRB teria sido “instrumentalizado para absorver passivos fraudulentos do Banco Master”, configurando risco sistêmico ao patrimônio público.

Em sua conversa com a reportagem, Rollemberg afirmou que a operação foi politicamente patrocinada.

“Essa operação desde o primeiro momento foi defendida pelo Ibaneis. Pessoalmente. Ele tem responsabilidade e deve pagar por isso”, disse.

Alertas sobre Banco Master

Deputados que apoiam o pedido de CPI disseram ao ICL Notícias, em caráter reservado, que já circulavam há meses alertas sobre a fragilidade dos ativos vendidos pelo Master, mas que não havia elementos técnicos suficientes para sustentar uma denúncia pública.

Segundo esses parlamentares, a confirmação feita pela Polícia Federal apenas consolidou suspeitas antigas que vinham sendo levantadas informalmente nos bastidores do Congresso.

O requerimento destaca ainda que fundos de previdência estaduais e municipais foram expostos aos ativos contaminados.

Segundo a justificativa, “há fortes indícios de que tais ativos contaminados foram adquiridos por institutos de previdência estaduais e municipais, colocando em risco direto as aposentadorias de milhares de servidores públicos e suas famílias”.

Rollemberg reforçou a dimensão do problema: “Imagina o BRB botou 12 bilhões e nada. Isso vai estourar em algum lugar. O governo do Rio, mesmo alertado, comprou R$ 2,7 bilhões do Master. É muito grave.”

Ele também vinculou o caso a movimentos políticos recentes em Brasília: “A Operação Carbono Oculto mostrou o Daniel Vorcaro fazendo relacionamento político numa casa dominada por um fundo ligado ao PCC. Depois veio a PEC da Blindagem, agora o projeto do crime organizado tentando esvaziar a PF. Isso não é coincidência.”

O pedido de CPI cita expressamente o risco institucional: “A tentativa de aquisição, pelo BRB, de um banco privado fraudulento representou risco sistêmico ao patrimônio público nacional”, afirma o texto entregue ao presidente da Câmara.

Rollemberg afirmou que já havia solicitado investigações ao Ministério Público e à Polícia Federal, mas que agora a dimensão do caso exige atuação parlamentar. Segundo ele, a CPI é necessária para “apurar responsabilidades políticas, falhas regulatórias e conexões que permitiram que o esquema prosperasse”.

com o pedido protocolado agora começa a coleta de assinatura para instalação da comissão. São necessárias 171 assinaturas.





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