PF considera foragido presidente de instituto com prisão decretada por Moraes


 

Por André Borges

(Folhapress) – O presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, um dos dez alvos de prisão domiciliar cumpridas neste sábado (27) pela Polícia Federal, não foi encontrado pelos agentes da PF e foi considerado foragido.

Os agentes da PF estiveram no endereço dele em São Paulo, mas não o encontraram no local.
Rocha foi um dos réus do chamado “núcleo 4” da trama golpista investigada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), relacionada a tentativas para questionar o resultado eleitoral e disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas de 2022.

Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o STF, ele produziu e divulgou um relatório técnico que serviu de base para ações que buscavam anular votos, ações que faziam parte do esquema de ataque às urnas e o processo eleitoral.

Em outubro, a Primeira Turma do STF o condenou a 7 anos e 6 meses de prisão por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito no contexto desse caso.

Rocha e seus advogados sustentaram que o trabalho do Instituto Voto Legal teria caráter técnico e de auditoria, sem intenção política de deslegitimar as urnas eletrônicas, e que o relatório não afirmava fraude, apenas trazia observações técnicas. Os argumentos, porém, não convenceram.

Carlos César Moretzsohn Rocha foi um dos dez alvos de prisão domiciliar cumprida pela PF. A ordem foi executada na manhã deste sábado no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal, por ordem do ministro Alexandre de Moraes (STF).

A lista dos dez alvos envolve ex-membros do Exército. Além de Rocha, os outros nomes são: Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército; Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército; Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército; Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro para assuntos internacionais.

Também são alvos Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército; Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército.

A decisão de Alexandre de Moraes de pedir a prisão domiciliar dos citados ocorre um dia após a tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal.





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