PL usa Datafolha para esfriar tese Michelle Bolsonaro


Por Cleber Lourenço

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira provocou uma leitura diferente da esperada dentro do PL. Embora o levantamento mostre desgaste de Flávio Bolsonaro após a crise envolvendo o caso “Dark Horse”, integrantes da legenda passaram a tratar os números como o encerramento definitivo das especulações sobre uma eventual substituição do senador por Michelle Bolsonaro na disputa presidencial de 2026.

Nos bastidores, dirigentes e parlamentares do partido afirmam que o desempenho da ex-primeira-dama no primeiro turno acabou sendo interpretado como insuficiente para justificar uma mudança de candidatura.

Segundo o Datafolha, Michelle Bolsonaro aparece com cerca de 23% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Já no segundo turno, ela registra 43% contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio Bolsonaro aparece com o mesmo percentual no cenário testado pelo instituto.

A avaliação feita dentro do PL é que Michelle até conseguiria manter competitividade em um eventual segundo turno, mas enfrentaria dificuldades maiores para chegar até ele.

“Para chegar no segundo turno, primeiro precisa passar pelo primeiro”, resumiu ao ICL Notícias um integrante da legenda envolvido nas discussões eleitorais.

Aliados do partido avaliam que uma candidatura Michelle poderia fragmentar ainda mais o campo conservador e abrir espaço para uma vitória petista já no primeiro turno.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou à ICL Notícias que a hipótese de troca nunca chegou a ser discutida formalmente pela direção política da legenda.

“Essa história nunca foi debatida por nenhum de nós. Não é o presidente Valdemar, não somos nós líderes, nem bancada de deputados e senadores quem decide candidatura presidencial. Quem decide sobre isso é Jair Bolsonaro, que escolheu o filho”, declarou.

Segundo Sóstenes, uma eventual mudança dependeria exclusivamente do aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Se tivesse em algum momento que trocar, só ele poderia fazer isso. Isso nunca esteve em discussão, nunca esteve à mesa de diálogo”, afirmou.

Ao ser questionado se o resultado da pesquisa ajudava a encerrar as especulações sobre Michelle Bolsonaro substituir Flávio, o parlamentar respondeu de forma direta: “Lógico.”

Sóstenes também minimizou as especulações em torno de uma eventual troca de candidatura e afirmou que esse debate sempre esteve mais presente em setores da militância e em análises externas do que dentro da estrutura política do partido.

“Isso aí é história que a militância fala, que alguns jornalistas falam, mas nós da política jamais cogitamos qualquer mudança”, disse.

Na avaliação de integrantes do PL, a pesquisa acabou reforçando internamente a permanência de Flávio Bolsonaro como principal nome do bolsonarismo para 2026, mesmo após os desgastes provocados pelas revelações envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”.





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