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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Polícia Federal realiza operação contra membros da alta cúpula do governo do Amazonas

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a operação ‘Tupinambarana Liberta’ que investiga membros da alta cúpula do governo do Amazonas por suspeita de manipulação nas eleições municipais de Parintins, interior do estado.

Entre os alvos estão o diretor presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), Armando do Valle, o secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz e o secretário de Estado de Administração, Fabrício Barbosa.

Também são investigados o comandante das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), tenente-coronel Jackson Ribeiro e capitão Guilherme Navarro, chefe do setor de inteligência da Rocam. Ambos não foram localizados pela PF.

Os investigados tiveram a exoneração anunciada no fim da tarde desta quarta-feira (2) após serem filmados em uma reunião suspeita de favorecer a candidata Brena Dianná, do União Brasil, em Parintins. A medida foi tomada em resposta a recomendações do Ministério Público do Estado (MPAM), que abriu um Inquérito Civil para investigar o caso. As exonerações, no entanto, ainda não foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE).

Os agentes iniciaram as diligências por volta das 6h. Segundo a PF, a operação mobiliza aproximadamente 50 policiais federais que cumprem cinco mandados de busca e apreensão em locais identificados durante as investigações em Manaus. Ninguém foi preso.

Policiais estiveram em um apartamento localizado na avenida Darcy Vargas, bairro Parque 10, e em um condomínio situado no bairro Adrianópolis, ambos na Zona Centro-Sul de Manaus.

Agente da Polícia Federal realiza buscas no apartamento de um dos investigados. — Foto: Divulgação/PF

Agente da Polícia Federal realiza buscas no apartamento de um dos investigados. — Foto: Divulgação/PF

Além dos mandados de busca, a Justiça Eleitoral determinou a proibição do acesso dos investigados à cidade de Parintins e a proibição de contato dos investigados entre si e com coligações partidárias do município.

De acordo com Comando Geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), os PMs envolvidos serão apresentados na sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

Todos os investigados foram levados à sede da PF. No local, os agentes colheram depoimentos por pouco mais de 1h30 e, em seguida, todos foram liberados.

O advogado de Armando do Valle esteve no local das diligências e informou ao g1 que não vai se manifestar. A defesa dos demais envolvidos estiveram na sede da PF e não quiseram conversar com a reportagem.

Reunião leva à investigação

 

Reunião de autoridades em Parintins é alvo de inquérito do MPAM — Foto: Divulgação
Reunião de autoridades em Parintins é alvo de inquérito do MPAM — Foto: Divulgação

A investigação partiu de um vídeo, datado de 2 agosto deste ano, gravado na casa de Adriane Cidade, prima e ex-assessora do deputado estadual licenciado Roberto Cidade (União Brasil), que é candidato a prefeito de Manaus com apoio do governo do Amazonas. Ela também é investigada pela PF.

As imagens mostram uma reunião entre os ex-secretários e os dois PMs, onde admitem que compraram votos em eleições passadas, que seguiram viaturas da Polícia Federal nas eleições para praticar crimes longe dos agentes, e que vão trazer bandidos envolvidos com milícias e crime organizado à cidade para serem presos em uma operação “forjada” pela polícia.

De acordo com a PF, durante as investigações, surgiram indícios de ameaças de líderes comunitários ligados a uma facção criminosa nacional de tráfico de drogas proibindo o acesso de candidatos à prefeitura a certos bairros, bem como vedação de circulação em determinadas localidades.

Aliado a isso, foram colhidos indícios acerca da possível inércia de agentes públicos para coibir tais ameaças em prol de uma candidatura à Prefeitura de Parintins.

Diante disto, a PF deve ouvir os investigados para esclarecer a relação do grupo com os fatos apurados nas investigações.

O governo do Amazonas se manifestou por meio de nota, na quinta-feira, onde informou a exoneração dos secretários afirmando que, além de garantir a lisura das investigações, o ato tem como objetivo permitir que os citados se defendam de forma isonômica e justa.

Veja a nota do Governo do Amazonas na íntegra

O Governo do Amazonas informa que, diante dos fatos recentes e para que a Justiça possa realizar o trabalho de investigação que julgar necessário, o governador Wilson Lima está exonerando Fabrício Rogério Cyrino Barbosa e Marcos Apolo Muniz de Araújo, dos cargos de Secretário de Estado de Administração e Secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, respectivamente; e Armando Silva do Valle, do cargo de diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama).

O Governo do Estado reforça que, além de garantir a lisura das investigações, o ato tem como objetivo permitir que os citados se defendam de forma isonômica e justa. Ao final do processo legal de investigação, em se comprovando a inocência das partes, os mesmos retornam aos cargos.

Por fim, seguindo recomendação do Ministério Público do Estado (MPE-AM), o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Klinger Paiva, exonerou o tenente-coronel Jackson Ribeiro dos Santos do cargo de Comandante das Rondas Ostensivas Cândido Mariano e o capitão Guilherme Navarro Barbosa Martins, que integrava a Companhia de Operações Especiais (COE), que passam a realizar funções administrativas até o fim das investigações.

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