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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Preços dos alimentos têm 5ª queda seguida


Os alimentos consumidos nos lares brasileiros registraram nova retração de preços em outubro, com queda de 0,16% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi o quinto mês consecutivo de deflação, acumulando recuo de 2,5% no período.

Alguns itens essenciais, porém, apresentaram reduções bem mais expressivas. Abaixo, alguns deles:

  • Batata-inglesa: mesmo após alta de 8,56% em outubro, acumula queda de 29% em cinco meses;
  • Cebola: recuou 29,7%, enquanto tomate e alho tiveram retrações de 19,8% e 20,3%, respectivamente;
  • Também ficaram mais baratos: laranja-pera (-18,3%) e ovo de galinha (-15,2%);
  • Em outubro, os destaques foram o arroz (-2,49%) e o leite longa vida (-1,88%).

Apesar da atual deflação, analistas preveem pressão inflacionária nos próximos meses. A chegada das chuvas mais intensas e o aumento do consumo nas festas de fim de ano devem limitar o alívio recente.

Em contrapartida, na inflação oficial divulgada na terça-feira (11) pelo IBGE, o grupo Alimentação e bebidas do IPCA — que inclui refeições fora do domicílio — teve variação positiva de 0,01% em outubro, o menor resultado para o mês desde 2017.

A leve alta foi sustentada pelos preços em bares e restaurantes, que subiram 0,46%. Sem esse componente, o grupo teria registrado deflação.

Comportamento atípico dos alimentos no fim do ano

A queda nos preços dos alimentos contrariou as expectativas do mercado. Historicamente, o último trimestre costuma registrar alta na alimentação em domicílio, impulsionada por dois fatores sazonais:

  • O clima, com o início das chuvas prejudicando a oferta de alimentos in natura;
  • O aumento da demanda, típico das festas de fim de ano.

Para especialistas, o impacto climático pode estar sendo mais brando neste ano, uma vez que a temporada de chuvas atrasou, contribuindo para reduzir a pressão sobre os alimentos.

Efeito do “tarifaço” americano

Outro fator citado por economistas é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reduziu as exportações de determinados produtos brasileiros.

O café é um dos produtos mais afetados por essa dinâmica. Depois de um pico de alta de 82,24% em 12 meses, em maio, o grão acumula queda de 3,52% nos últimos quatro meses.

Em entrevista à rede de TV Fox News na terça-feira (11), Trump afirmou que o país deve reduzir algumas tarifas sobre as importações de café. Ele não detalhou quais medidas serão adotadas. O Brasil será o principal beneficiado com a diminuição dos impostos sobre o produto, amplamente consumido pelos norte-americanos.





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