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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Prefeitura de SP foi alertada dias antes sobre risco de confusão em blocos


Por Mateus Araújo

(Folhapress) – A Prefeitura de São Paulo foi questionada dias antes sobre a estrutura do pré-Carnaval na rua da Consolação, onde o desfile de dois megablocos foi marcado por tumulto ontem. Em resposta, a gestão afirmou que adotaria medidas de segurança e logística para o evento.

Vereadora alertou para risco de superlotação na Consolação. No dia 5 de fevereiro, Marina Bragante (Rede) enviou pedido de informações à prefeitura demonstrando preocupação com os desfiles do Bloco Skol e do Acadêmicos do Baixo Augusta na Consolação. Ela citou as grandes dimensões e o potencial de público dos eventos. O ofício foi direcionado ao secretário de Governo, Edson Aparecido, e ao diretor-presidente da SPTuris, Gustavo Pires.

A parlamentar destacou atrações famosas e estimativa de público. O documento menciona que o Bloco Skol teria como atração principal o DJ Calvin Harris, além de artistas populares. Já o Acadêmicos do Baixo Augusta previa público de até 1,5 milhão de pessoas. A sobreposição foi apontada como risco diante da “somatória expressiva de foliões”.

Prefeitura de SP foi alertada dias antes sobre risco de confusão em blocos
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (Foto: Divulgação)

Documento apontou possível impacto logístico e de dispersão. A vereadora indicou preocupação com concentração e saída dos blocos na mesma região. O cruzamento da Consolação com a avenida Paulista foi citado como ponto sensível. Ela alertou que “atrasos, aglomeração na concentração e dificuldades na dispersão poderão gerar impactos relevantes no entorno”.

Vereadora solicitou planos de contingência e possível ajuste de horários. Marina Bragante pediu à Prefeitura detalhes do planejamento operacional dos desfiles, além de avaliação sobre reorganização de horários “evitando qualquer prejuízo aos foliões, aos blocos e à fruição da cidade”.

Prefeitura respondeu dizendo que tomou providências. Em resposta, a SPTuris, empresa de turismo e eventos da capital, disse à vereadora que a Comissão Especial do Carnaval de Rua 2026 tomou providências para ambos os blocos. Segundo o órgão, o objetivo era garantir que os desfiles ocorressem “com excelência”, considerando as dimensões e o público esperado.

Gestão municipal citou reuniões com órgãos públicos e vistorias técnicas. A prefeitura informou que fez encontros com a Polícia Militar, Guarda Municipal, companhia de trânsito, Metrô e outras instituições.

Também disse que realizou visitas técnicas individualizadas com cada bloco. Nessas vistorias, teriam sido definidos pontos sensíveis do trajeto.

Planejamento incluiu acessos, grades e efetivo de segurança, segundo a prefeitura. A SPTuris disse que foram estabelecidos locais de entrada para público, artistas e ambulantes cadastrados. A gestão disse que instalaria grades ao longo da via, incluindo a chamada “linha da vida” para circulação de equipes de emergência.

Horários e deslocamentos foram planejados de forma distinta. Segundo a resposta, os blocos sairiam de locais e horários diferentes. O intervalo permitiria limpeza da via entre os desfiles.

O encontro de dois blocos gerou superlotação. Houve confusão, tumulto e atrasos, com foliões passando mal e parte do público prensada nas grades de contenção.

O problema começou durante o desfile do bloco que tinha como principal atração o DJ escocês Calvin Harris. Além dele, tocaram os cantores Nattan, Xand Avião, Felipe Amorim e Zé Vaqueiro. Pouco depois do meio-dia, o cortejo parou de avançar, houve empurra-empurra e desmaios, levando artistas a interromperem apresentações para pedir socorro ao público. Com a superlotação, foliões tiveram dificuldade para chegar aos postos médicos.

Grades da Escola Paulista de Magistratura foram derrubadas, e participantes ocuparam parte da área do imóvel. Outros chegaram a se segurar em portões de prédios para conseguir respirar.

As paralisações atrasaram os desfiles. Calvin Harris só iniciou o show pouco depois das 15h, mais de uma hora após o previsto. O atraso impactou o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, que começaria às 14h no mesmo local e teve a saída adiada em cerca de duas horas.

Prefeitura acionou plano de contingência. Por volta das 15h, segundo a gestão municipal, as vias transversais foram abertas para dispersão, houve bloqueio de novos acessos e atuação da GCM na condução do trio elétrico.

Apesar do tumulto, p prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou o primeiro final de semana de folia na cidade como um “sucesso”. O UOL procurou a Prefeitura de São Paulo para comentar sobre o ofício enviado pela vereadora e saber se haverá mudanças no planejamento para os próximos dias de folia.





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