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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Prejuízo do BRB em negócio com o Master pode chegar a R$ 5 bilhões, afirma diretor do BC


A Polícia Federal investiga a compra de carteiras de crédito pelo Banco de Brasília (BRB), instituição pública controlada pelo governo do Distrito Federal. O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de  Aquino, declarou, em depoimento à PF, que a perda potencial do BRB com a aquisição de carteiras do Banco Master pode alcançar R$ 5 bilhões, conforme estimativas técnicas da autoridade monetária.

Segundo Aquino, o BC já apontou a necessidade imediata de aproximadamente R$ 2,7 bilhões em provisões financeiras por parte do BRB. Além disso, a instituição avalia exigir mais R$ 2,2 bilhões em reservas referentes aos ativos entregues pelo Master em troca das carteiras. “A probabilidade é que o ajuste ultrapasse R$ 5 bilhões”, afirmou o diretor.

As transações estão sob investigação por suspeita de envolvimento em um esquema de criação e negociação de títulos de crédito fraudulentos entre os dois bancos.

O BRB desembolsou R$ 12,2 bilhões na compra de carteiras que, segundo apurações, continham créditos inexistentes. Ao identificar irregularidades, o Banco Central determinou o desfazimento da operação no ano passado. Como devolução, o Master repassou ativos ao BRB, que agora estão sendo analisados pelas autoridades.

O diretor do BC explicou que grande parte dos ativos negociados era formada por créditos sem lastro financeiro, registrados por meio de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) irregulares.

Ele também apontou falhas de governança no BRB, afirmando que procedimentos básicos de auditoria poderiam ter detectado os problemas antes da conclusão da operação.

O Banco Central comunicou os indícios ao Ministério Público e abriu processos administrativos contra o Banco Master. As investigações chegaram ao Supremo Tribunal Federal após decisão do ministro Dias Toffoli.

De acordo com Aquino, o BC já tinha conhecimento das irregularidades desde março, quando fez um questionamento formal ao BRB. A partir daí, o banco passou a fornecer relatórios periódicos e iniciou a substituição dos ativos considerados inexistentes.

Em documento enviado ao BC em julho de 2025, o BRB informou a incorporação de novos ativos, como créditos consignados, cartões benefício, CRIs, fundos imobiliários, títulos estrangeiros, ações e cotas, como forma de compensação pelas carteiras problemáticas.

No depoimento, Aquino afirmou que não sofreu nem teve conhecimento de pressões por parte de autoridades para interferir nos processos de fiscalização envolvendo o Banco Master.





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