Mesmo sem decretar estado de calamidade, Prefeitura de Manaus mobilizou secretarias e atendeu mais de 2 mil famílias com medidas antecipadas e assistência humanitária.
A cheia do Rio Negro em 2025 atingiu a marca de 28,95 metros, igualando-se à cota registrada em 2021. Ainda assim, graças ao planejamento e às ações preventivas da Prefeitura de Manaus, os impactos sobre a população foram significativamente minimizados.
Há 90 dias, a gestão municipal iniciou o enfrentamento da cheia com base na integração entre secretarias e em uma atuação técnica e articulada. A operação, coordenada pela Defesa Civil, Semasc, demais secretarias e com o apoio dos vereadores, resultou na construção de marombas de madeira, pontes, além da desobstrução de bueiros e implantação de ecobarreiras, especialmente nos 9 bairros mais afetados da capital.
Ao todo, mais de 2 mil famílias foram assistidas. As ações emergenciais incluíram a entrega de cestas básicas (duas por família), kits de higiene e limpeza, colchões, além da construção de estruturas para garantir a mobilidade das pessoas em áreas alagadas. Nesta semana, uma nova remessa de donativos foi enviada, reforçando o compromisso da gestão com as comunidades vulneráveis, inclusive as 37 comunidades ribeirinhas, também contempladas.
A operação contou ainda com a importante parceria da Capitania dos Portos, fundamental na logística de transporte fluvial.
O prefeito em exercício, Renato Júnior, destacou que a ausência do decreto de calamidade não significou inação. “Enfrentamos a cheia com seriedade e organização, usando os recursos previstos na LOA 2024 e ampliando as ações preventivas. Trabalhamos com responsabilidade e união entre as secretarias”, afirmou.
Em um gesto simbólico e de continuidade dos trabalhos, o prefeito também anunciou que será dada a ordem de serviço para novas frentes de trabalho nos próximos dias.




