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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Professora é morta em trilha em SC após sair para aula de natação; homem é preso


(UOL/Folhapress) – Uma mulher de 31 anos foi encontrada morta na trilha da praia do Matadeiro, em Florianópolis. O suspeito do crime foi preso.

Catarina Kasten é professora de inglês. Ela saiu de casa por volta das 7h da sexta (21) para uma aula de natação e não voltou. O companheiro dela acionou a polícia para informar que ela não chegou ao local da aula.

Por volta das 13h, o corpo da mulher foi encontrado sem roupas e com sinais de violência por turistas. Segundo a Polícia Militar, Catarina estava em uma área de difícil acesso da trilha, no meio do mato.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a identificar o suspeito. Um dos vídeos gravados no caminho para a trilha mostra o homem escondido atrás de uma barraca. Outra imagem, feita por turistas que perceberam uma “atitude suspeita”, mostra ele sem camisa saindo de uma área de mata.

O homem foi preso ainda na noite da sexta e, segundo a PM, confessou o crime. Ele foi encaminhado à Central de Plantão Policial de Trindade e o caso está a cargo da Delegacia de Homicídios.

Professora é morta em trilha em SC após sair para aula; homem é preso

O homem teria confessado que estuprou e matou Catarina. Ele teria dito à polícia que tinha ido usar drogas na trilha quando se deparou com a vítima. Após os crimes, fugiu.

Catarina era professora de inglês e aluna de um curso de pós-graduação na UFSC.

A instituição lamentou a morte, afirmou que o caso causou indignação e disse que “tais ocorrências não podem ser naturalizadas”.

Familiares e amigos fizeram uma manifestação em homenagem à professora ontem na Igreja da Armação, próxima à trilha. Eles também pediram mais segurança para mulheres na cidade.
Identidade do homem preso não foi divulgada pela polícia. O UOL não conseguiu contato com a defesa dele até o momento.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Como denunciar violência sexual

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira no site https://mapaabortolegal.org/ as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.





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