spot_imgspot_img
25.3 C
Manaus
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
spot_imgspot_img

Protagonismo ancestral na defesa da educação



Escola no interior do Pará (João Paulo Guimarães/Cenarium)

19 de abril de 2025

Eduardo Figueiredo – Da Cenarium

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, o sistema de educação no Pará, Estado que sediará o evento, atravessa um momento de crise, especialmente no que diz respeito ao ensino em comunidades tradicionais, como as rurais, indígenas e quilombolas. A nova edição da REVISTA CENARIUM apresenta um conjunto de graves denúncias contra a Secretaria de Educação do Estado (Seduc-PA), que envolvem assédio moral, manipulação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e mudanças no sistema de ensino dessas comunidades.

Profissionais da educação, pais e alunos revelam a dura realidade do ensino nessas localidades, que enfrentam sérios desafios que comprometem tanto a formação dos estudantes quanto a valorização de suas culturas. Além disso, destacam a falta de infraestrutura nas escolas e a aplicação inadequada de políticas educacionais que não consideram as especificidades locais. Para os alunos dessas regiões, a educação se torna algo distante, uma vez que a infraestrutura e os recursos essenciais simplesmente não estão disponíveis.

Lideranças indígenas de diversas etnias assumiram o protagonismo na defesa da educação ao promoverem uma manifestação que durou quase 40 dias nas dependências da Seduc, em Belém. O protesto foi uma reação à sanção da Lei n.º 10.820/2024, pelo governador Helder Barbalho, que representa uma ameaça aos programas educacionais voltados para as comunidades tradicionais, comprometendo, assim, o acesso a uma educação de qualidade para essas populações.

A crise educacional no Pará é reflexo de um modelo que se mostra incapaz de atender a todos os alunos de maneira justa, além de evidenciar o descaso histórico com as comunidades tradicionais. Para que essa realidade seja transformada, é necessário que o governo estadual ouça as vozes dessas populações, que têm sido claras, e adote um modelo de ensino que respeite suas culturas e particularidades. Somente assim será possível assegurar uma educação de qualidade, que de fato atenda às necessidades de todos os estudantes. A educação deve ser uma ferramenta de transformação social, e não um mecanismo de desigualdades.

O assunto foi tema de capa e especial jornalístico da nova edição da REVISTA CENARIUM. Acesse aqui para ler o conteúdo completo.

Capa da Revista Cenarium (Reprodução)
LEIA TAMBÉM:

EDITORIAL – A opressão às lideranças indígenas que reivindicam educação no Pará

EDITORIAL – A crise de narrativas da COP30

EDITORIAL – Imagens de cinema, drama real, por Eduardo Figueiredo



Fonte: Agência Cenarium

Flávio ameaça apoiar Moro no Paraná para frear candidatura presidencial de Ratinho Jr.

Por Raphael Di Cunto (Folhapress) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ameaça apoiar...

Camex zera tarifa de importação para mais de 1 mil produtos

O Comitê-Executivo de Gestão...

Após protestos, Trump vai retirar agentes de imigração de Minnesota

Por Brasil de Fato O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (12)...
-Patrocinador-spot_img

Amazonas Repórter

Tudo

Ofertas do dia: sua faxina mais simples! Aproveite até 46% off em robô aspirador!

Confira uma seleção de robô aspirador em oferta na Amazon e aproveite os descontos para economizar na sua compra! Compartilhe esta matéria Aproveite ofertas incríveis...

Prefeitura alinha início de obras para reabertura ao tráfego de veículos de quatro ruas históricas do centro de Manaus

A Prefeitura de Manaus está se preparando para iniciar uma das maiores transformações no coração da cidade: a readequação das ruas Doutor Moreira, Guilherme Moreira, Marcílio...