PT pede afastamento de Sinésio Campos da presidência após escândalo de compra de votos no AM

Apreensão de R$ 20 mil e afastamento de Sinésio Campos

No dia 3 de outubro de 2024, a Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 20 mil com uma assessora de Sinésio Campos no Aeroclube de Manaus. Ela estava embarcando para Benjamin Constant, no interior do estado. Por conta disso, o partido PT decidiu afastar o líder petista enquanto ocorrem as investigações sobre o possível crime eleitoral.

Valdemir Santana, presidente municipal do PT, afirmou que a investigação prejudica a imagem do partido. “O nome do nosso partido está sendo manchado. Como não podemos encaminhar para a estadual, enviamos o pedido para a nacional decidir, para a Comissão de Ética fazer a averiguação. Por isso, estamos solicitando o afastamento dele do partido”, justificou.

O pedido será enviado ao Diretório Nacional, em Brasília. Durante a votação, que contou com 13 membros presentes, 10 votaram a favor do afastamento, enquanto houve uma abstenção e dois votos contrários.


Tensão interna no partido

No mesmo dia, José Ricardo (PT), o segundo mais votado para vereador em Manaus com 17.395 votos, criticou a atuação de Sinésio nas eleições, antes do afastamento ser oficializado.

“Nós precisamos de uma liderança que torne o partido protagonista, que organize candidaturas e chapas de vereadores. A atual condução estadual foi um desastre”, disse José Ricardo em entrevista ao portal Amazonas 1.

Em resposta, Sinésio parabenizou José Ricardo pela eleição e destacou o crescimento do PT. Ele também afirmou: “Não há disputas políticas internas. Parabenizo o vereador José Ricardo pela eleição. Lamento a não reeleição do Sassá, mas vejo que fizemos progressos. No interior, entregamos a reeleição em duas prefeituras que o PT governava e continuará governando.”


Posicionamento oficial do PT

O Diretório Municipal do PT, por meio de uma nota assinada pelo secretário de comunicação, Robson Bastos, negou que exista um pedido formal de afastamento de Sinésio Campos. A nota explica que o boato faz parte de uma tentativa de desgaste político, perseguição interna e antecipação das eleições internas do partido.

“O Diretório Municipal não tem competência para afastar membros da Executiva Estadual. Essa atitude representa uma tentativa de usurpação de competências e violação do Estatuto do Partido, com o objetivo de criar desgaste político. Essa ação ultrapassa os limites da razoabilidade e deve ser rejeitada por todos”, declarou Bastos.

Além disso, o secretário esclareceu que o dinheiro encontrado com a assessora de Sinésio Campos é de origem lícita e serviria para cobrir despesas de viagem do deputado e de seus assessores.


Esclarecimento sobre o valor apreendido

Segundo a nota, a quantia de R$ 20.000,00 apreendida no dia 3 de outubro seria usada para cobrir despesas de transporte, alimentação e hospedagem durante uma viagem para Tabatinga e Benjamin Constant. A viagem envolvia Sinésio Campos e seus três assessores.

O secretário de comunicação ressaltou que Sinésio Campos, que está em seu oitavo mandato consecutivo como deputado estadual, nunca foi investigado ou indiciado por corrupção, compra de votos ou qualquer outro ato ilícito. “Ele sempre atuou com transparência e compromisso com o bem público em benefício do povo do Amazonas”, afirmou.

A nota finalizou confirmando que Sinésio Campos permanece no cargo e repudiou as tentativas de desestabilizar o Partido dos Trabalhadores, seus militantes e dirigentes.

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