No início da semana o Superior Tribunal de Justiça(STJ) inocentou Thiago Feijão, um homem negro, pai de família que foi condenado, injustamente a 28 anos de prisão com base em um reconhecimento fotográfico irregular, sem a realização adequada de perícia, sem provas técnicas contundentes, sem qualquer prova ou elemento material que endossasse o suposto crime.
Thiago Feijão passou longos e dolorosos dez anos de sofrimento, condenado pela história e memória de um país racista que tem por primazia transformar a cor da pele em prova de crimes
O caso, que escancara a realidade vivida por milhares de pessoas negras no Brasil, também expõe a não eficácia do método de reconhecimento fotográfico feito fora da lei como instrumentos de produção de erros judiciais gravíssimos no nosso
O racismo estrutural praticado contra Thiago Feijão se tornou símbolo do racismo estrutural no sistema de justiça brasileiro, que ainda tenta nos enxergar como algozes um crime.
O CEAP (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas) e a defesa conduzida pelo advogado Carlos Nicodemos tiveram atuação decisiva nesse processo. Juntos, levamos o caso ao Conselho Nacional de Direitos Humanos e ao Conselho Nacional de Igualdade Racial, denunciando as graves violações cometidas e o caráter discriminatório do procedimento que sustentou essa condenação absurda.
Compreendemos que o caso de Thiago Feijão nos mostra o quanto precisamos lutar em prol de um sociedade mais igualitária, tolerante e justa.




