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Por Cleber Lourenço
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, elevou o tom nesta terça-feira (5) contra a estratégia da oposição de paralisar os trabalhos legislativos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Randolfe alertou que a manobra, que impede o funcionamento do Senado e da Câmara, coloca em risco a isenção do Imposto de Renda para aproximadamente 10 milhões de brasileiros com renda de até R$ 3 mil mensais.
De acordo com o parlamentar, a medida provisória que assegura o benefício expira na próxima segunda-feira (11). Caso não seja votada a tempo, a consequência será imediata: esses contribuintes voltarão a pagar imposto já na terça-feira seguinte (12). “Isso não é obstrução parlamentar legítima. É prejudicar diretamente milhões de brasileiros por interesses mesquinhos e particulares”, disse o senador.
Randolfe acusou a oposição de agir a serviço de “interesses estrangeiros” e de defender lideranças políticas que, segundo ele, “tentaram dar um golpe de Estado contra a democracia”. Ele destacou que o direito à obstrução faz parte do processo legislativo, mas sublinhou que impedir o funcionamento completo das Casas é um passo além, que afeta a população como um todo. “Eles não querem votar a medida provisória do governo do presidente Lula, que isenta você de impostos”, reforçou.]

O episódio ocorre em meio a uma escalada de tensão no Congresso. Nesta mesma terça, parlamentares bolsonaristas ocuparam as mesas diretoras da Câmara e do Senado, inviabilizando comissões, sabatinas e votações.
A mobilização, batizada pelos próprios oposicionistas de “Pacote da Paz”, inclui entre suas demandas a anistia de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, mudanças nas regras do foro privilegiado e outras medidas que, segundo Randolfe, não têm relação com a pauta urgente da medida provisória.
Tensão no Congresso Nacional
Além do impacto fiscal, a possível queda da MP pode gerar efeito político negativo para o governo, já que a isenção do IR para a faixa de até R$ 3 mil foi anunciada como um dos principais compromissos da gestão Lula em 2024. O Palácio do Planalto busca alternativas para votar a proposta antes do prazo, mas admite que, com a obstrução atual, será difícil garantir quórum.
A liderança governista articula com partidos do centro e independentes para tentar retomar a pauta. Enquanto isso, o impasse acirra o clima no Congresso e amplia a disputa narrativa entre governo e oposição, que já se reflete nas redes sociais e na mobilização de bases eleitorais.
Fonte: ICL Notícias




