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A IFI (Instituição Fiscal Independente) divulgou na quinta-feira (18) seu 102º Relatório de Acompanhamento Fiscal (clique aqui para ler o documento na íntegra), apontando que as condições para o cumprimento da meta fiscal neste ano são mais favoráveis do que em 2023 e 2024. No entanto, o cenário de crescimento econômico é menos otimista, com expectativa de desaceleração da atividade.
De acordo com o relatório, indicadores do primeiro semestre mostram uma melhora no desempenho fiscal, com destaque para a redução do déficit primário corrente em relação ao ano passado. “O comportamento do resultado primário estrutural também indica uma redução do impulso fiscal, com queda significativa quando se compara o segundo trimestre de 2025 com os dois trimestres anteriores”, afirma o documento.
A IFI observa que a economia brasileira continua operando acima de seu potencial de crescimento, o que ainda pressiona a inflação, embora em níveis menores do que os registrados anteriormente. A combinação entre política monetária contracionista, menor impulso fiscal e um cenário externo instável deverá, segundo a instituição, frear o ritmo da economia nos próximos meses.
Meta fiscal em 2025, mas é necessário ajuste estrutural
Apesar da melhora relativa no quadro fiscal, o órgão alerta que ainda será necessário um ajuste estrutural para garantir a sustentabilidade das contas públicas. O crescimento das despesas discricionárias é apontado como um fator de risco, com potencial de comprometer a capacidade de operação do Estado a médio prazo.
O relatório também destaca incertezas importantes sobre as receitas previstas. Entre os pontos de atenção estão o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), e os impactos do “tarifaço” comercial anunciado pelos Estados Unidos, que pode afetar a dinâmica de comércio exterior brasileira.
Fonte: ICL Notícias




