Manaus – Especialistas, representantes do setor produtivo e autoridades participaram de um seminário que discutiu os caminhos para garantir um futuro sustentável à Zona Franca de Manaus (ZFM), modelo considerado estratégico para o desenvolvimento econômico da Amazônia.
Durante o encontro, o principal foco foi a necessidade de modernização do modelo, conciliando crescimento econômico, inovação e preservação ambiental. Os participantes destacaram que a ZFM já se consolidou como um exemplo de desenvolvimento que alia atividade industrial à conservação da floresta, mantendo elevados índices de cobertura vegetal no Amazonas.
O debate também apontou que o futuro da Zona Franca passa pela incorporação de novas agendas, como a bioeconomia, a transição energética e o fortalecimento de práticas sustentáveis nas indústrias. A adoção de tecnologias limpas e a ampliação de investimentos em inovação foram citadas como fundamentais para manter a competitividade do polo industrial diante das exigências globais.
Outro ponto levantado foi a importância de transformar os incentivos fiscais em instrumentos mais modernos, voltados a resultados concretos, como geração de empregos qualificados, aumento das exportações e cumprimento de metas ambientais. A integração entre universidades, centros de pesquisa e setor produtivo também foi defendida como estratégia para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento regional.
Os participantes ressaltaram ainda que o modelo da Zona Franca não deve ser visto apenas como política fiscal, mas como uma política de Estado, essencial para garantir emprego, renda e proteção ambiental na Amazônia. Criada em 1967, a ZFM abriga centenas de indústrias e é um dos principais motores econômicos da região Norte.
Ao final, o seminário reforçou a necessidade de ampliar o diálogo entre governo, setor privado e sociedade para construir soluções que assegurem a continuidade e a evolução da Zona Franca de Manaus como referência mundial de desenvolvimento sustentável.



