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Sobrinho de governador do TO é preso em operação da Polícia Federal



O advogado Thiago Marcos Barbosa de Carvalho (Composição: Lucas Oliveira/Cenarium)

18 de março de 2025

Ana Pastana – Da Cenarium

MANAUS (AM) – O advogado Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador do Estado de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi preso, na manhã desta terça-feira, 18, durante uma nova fase da “Operação Sisamnes“, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que tem como objetivo investigar crimes de obstrução de Justiça, violação do sigilo funcional e corrupção ativa e passiva. Além dele, o procurador de Justiça do Estado Ricardo Vicente da Silva também é um dos alvos.

Segundo as investigações, foi identificada uma rede clandestina de monitoramento, comércio e repasse de informações sigilosas sobre o andamento de investigações sensíveis supervisionadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, investiga a participação de advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados na organização.

Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, além das medidas de afastamento das funções públicas, proibição de contato e saída do País, e recolhimento de passaportes.

Em nota, o Ministério Público Estadual (MPTO) afirmou que não teve acesso aos autos das investigações e que não vai se manifestar: “O Ministério Público do Tocantins informa que, até o momento, não teve acesso à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, que determinou a operação realizada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 18, em desfavor de um procurador de Justiça e de um assessor. Diante disso, a instituição não irá se manifestar neste momento“.

Primeira fase

As investigações tiveram início em 2023, após a polícia identificar mensagens de texto no celular de um advogado assassinado em Mato Grosso. A troca de mensagem tratava-se de uma compra de sentenças e foi remetido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que acionou a PF.

A primeira fase da operação aconteceu no dia 26 de outubro de 2024, quando agentes da PF investigaram possíveis solicitações de valores para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses. Também foram investigados negociações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais.

Na época, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal, além de medidas cautelares como instalação de monitoramento eletrônico, afastamento das funções públicas de servidores e membros do Poder Judiciário, sequestro, arresto e indisponibilidade de bens e valores dos investigados.

A segunda fase aconteceu no dia 20 de dezembro do ano passado. De acordo com as investigações, foram detectadas sucessivas operações imobiliárias suspeitas promovidas pelos investigados, com aparente propósito de dissimular a origem ilícita do dinheiro utilizado para financiar a compra de imóveis residenciais e de veículos.

Por determinação do STF, na segunda fase das investigações foram cumpridos mandados de busca e apreensão, afastamento das funções públicas de servidores do Poder Judiciário, proibição de contato e saída do País, recolhimento de passaportes, além do bloqueio de R$ 1,8 milhão dos investigados e o sequestro dos imóveis adquiridos por um magistrado.

Leia também: CNJ afasta juiz do Amazonas suspeito de iniciar esquema de R$150 milhões
(*) Com informações da assessoria Polícia Federal



Fonte: Agência Cenarium

Amazonas Repórter

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