“Som” vindo das estrelas pode revelar formação da Via Láctea


Estrelas podem criar “músicas”? Novo estudo mostra o que os “sons” desses astros revela do Universo

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Estrela gigante vermelha (Imagem: Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock)

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Nós não podemos ouvir, mas as estrelas podem, sim, fazer música. Pelo menos é isso que os cientistas da Universidade Nacional da Austrália revelaram em um estudo publicado na revista Nature nesta quarta-feira (2). 

Esses “sons” das estrelas não são apenas melodia, eles podem revelar alguns mistérios da formação da nossa própria galáxia, e nos colocar mais perto de entender a composição dos astros.

Basicamente, os astrônomos traduziram o que chamados de “terremotos estelares” para frequências sonoras. Esses terremotos são variações no brilho de luz desses astros. 

Os terremotos analisados são do aglomerado estelar chamado M67. Os resultados da análise mostram que existe um período de pausa na evolução das estrelas, o que ajuda a medir a idade delas com precisão.

Prometida para aparecer a cada 80 anos no céu, a “estrela” na verdade é um pico de brilho provocado por uma explosão nuclear descontrolada resultante do “abraço mortal” entre duas estrelas. Crédito: xleviathanx – Shutterstock

“Starquakes ocorrem em certas estrelas, levando a um ciclo contínuo de brilho e escurecimento. Ao observar cuidadosamente essas pequenas flutuações de brilho, podemos ouvir o ritmo musical de uma estrela”, disse a Dra. Reyes em comunicado.

“Essas flutuações são como notas musicais, semelhantes às vibrações de uma corda ou ao zumbido de um tambor, que podem ser traduzidas em frequências. Cada frequência nos diz mais sobre o tamanho da estrela, composição química e estrutura interna”, completou.

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Revelação sobre a idade e evolução das estrelas

Quando uma estrela envelhece, sua estrutura interna muda, alterando seu núcleo. Isso também faz com que essa estrela emita uma frequência diferente. “Estudamos as frequências emitidas por estrelas neste aglomerado à medida que evoluíram para subgigantes e gigantes vermelhas – algo que nunca havia sido totalmente explorado antes”, disse o Dr. Reyes.

“Esta pesquisa nos ajuda a entender melhor como as estrelas evoluem e fornece uma nova ferramenta para estimar sua idade, o que é crucial para estudar a evolução da nossa galáxia.”


Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.




Fonte: Olhar Digital

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