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Tarifaço: Clientes americanos recuam e embarque de mel piauiense para os EUA é liberado


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Um carregamento com 95 toneladas de mel orgânico produzido no Piauí foi finalmente embarcado na noite deste domingo (13), após dias de impasse e incerteza causados pela ameaça de uma tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A informação foi confirmada pela Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), responsável pela produção.

A remessa deveria ter seguido viagem na última sexta-feira (11), mas os compradores americanos pediram a suspensão do envio, temendo que a carga chegasse aos Estados Unidos já sob a nova taxação, anunciada para entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Os contêineres estavam prontos no Porto do Pecém, no Ceará, a mais de 500 km de distância da sede da cooperativa, localizada em Picos, no interior do Piauí.

“Trabalhamos com esses clientes há mais de 15 anos e fomos pegos de surpresa com a decisão de interromper o envio. Felizmente, após nosso apelo, eles voltaram atrás e liberaram o embarque”, afirmou Sitônio Dantas, presidente da Casa Apis.

Enquanto isso, outra carga, com mais de 500 toneladas de mel, permanecia retida no porto até a noite de domingo (13). O destino da remessa ainda está sendo apurado.

Exportadores convencem clientes americanos a manter remessa de 95 toneladas; setor teme impacto de tarifa de 50% prevista para agosto

Contratos de venda de mel seguem mantidos

Apesar da suspensão temporária do envio, os contratos firmados com os importadores continuam válidos, segundo Sitônio. A previsão é de que outras mil toneladas de mel sejam exportadas até o fim do ano, somando-se às mil toneladas já comercializadas entre janeiro e junho.

“O cancelamento foi apenas do embarque, não dos negócios. Temos contratos ativos até dezembro e estamos apenas na metade desses compromissos”, afirmou o presidente da cooperativa.

Ele também adiantou que os produtores já discutem alternativas para lidar com o possível impacto da tarifa de 50%, caso ela realmente entre em vigor no início de agosto. “Se essa taxação for mantida, o que inviabiliza boa parte das operações, vamos negociar uma divisão do custo com os importadores”, disse Sitônio.

O setor, no entanto, enfrenta outro desafio além das barreiras comerciais: a seca. Segundo o dirigente, a estiagem deve provocar uma redução de até 40% na produção em 2025. “A seca afetou bastante nossa safra. Agora, somamos essa dificuldade à questão tarifária. Só nos resta torcer para que as coisas se resolvam de forma positiva”, completou.

Os Estados Unidos são o maior destino do mel brasileiro, absorvendo cerca de 80% da produção nacional. Em 2024, embora o Piauí não tenha liderado a produção, foi o estado que mais exportou o produto para o mercado americano.





Fonte: ICL Notícias

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