O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (16), a diminuição, de cinco para dois dias, do prazo para que a Polícia Federal (PF) colha os depoimentos de investigados no caso do banco Master.
As oitivas estavam previstas para ocorrer entre os dias 23 e 28 de janeiro, mas, na nova decisão, Toffoli pediu que a PF sugira um novo cronograma com dois dias consecutivos, diante de “limitação de pessoal e disponibilidade de salas” no Supremo.
Em 15 de dezembro, Toffoli determinou que a PF ouvisse os investigados em até 30 dias. Recentemente, o ministro criticou o descumprimento de prazos e cobrou “falta de empenho” da PF. A corporação alega questões operacionais.
De acordo com Toffoli, os depoimentos são necessários “para o sucesso das investigações” e também “como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam”.
Depoimentos no caso Master
A primeira rodada de depoimentos foi feita com os banqueiros Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB (Banco de Brasília), em 30 de dezembro. Cada um falou por cerca de duas horas e meia, e depois foram submetidos a uma acareação.

Na quinta (15), Toffoli deu acesso a quatro peritos da PF ao material do caso Master. Segundo ele, os agentes terão livre acesso aos documentos e dados apreendidos. O ministro determinou que as provas colhidas na segunda fase da Operação Compliance Zero fossem encaminhadas à PGR (Procuradoria-Geral da República), que, segundo o último despacho, deverá acompanhar a extração dos dados.




