Tramitação da PEC do fim da escala 6×1 vai ficar para a próxima semana no Senado


Por Cleber Lourenço

A discussão sobre a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 no Senado vai ficar para a próxima semana. A equipe do senador Otto Alencar confirmou ao ICL Notícias que foi adiada a conversa que ele teria com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o andamento da proposta.

Segundo a equipe de Otto Alencar, o senador havia planejado viajar a Brasília nesta semana exclusivamente para discutir o tema com Alcolumbre. No entanto, compromissos na Bahia — que não foram detalhados pela assessoria — fizeram com que ele desistisse da viagem e permanecesse no estado.

Questionada pela reportagem se a conversa sobre a PEC ficará apenas para a próxima semana, a equipe do senador respondeu que sim. Com isso, a proposta segue sem avanço formal no Senado e continua aguardando uma definição de Alcolumbre sobre os próximos passos da tramitação.

A PEC aprovada pela Câmara dos Deputados ainda não foi encaminhada para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e permanece parada na mesa da presidência da Casa.

O cenário contrasta com o tratamento dado à proposta alternativa apresentada pela oposição. A chamada PEC da escala “7×0”, articulada pelo senador Rogério Marinho, teve tramitação imediata e foi encaminhada à CCJ no mesmo dia em que foi protocolada.

A mobilização da oposição tem sido alvo de críticas de parlamentares da base governista. A líder do PT no Senado, Teresa Leitão, afirmou à Agência Brasil que a proposta alternativa representa um retrocesso e pode acabar atrasando a tramitação do fim da escala 6×1.

“Espero que haja momentos de reflexão, de negociação, de acordos e também de pressão social, porque o apelo popular do fim da jornada 6×1 pegou, e pegou porque é uma realidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras”, afirmou a senadora.

Nos bastidores do Senado, parlamentares favoráveis ao fim da escala 6×1 avaliam que a demora já começa a gerar desgaste político, especialmente após a aprovação da proposta na Câmara e diante da pressão de movimentos sindicais e de setores da base governista por uma tramitação mais célere.

A PEC que reduz a jornada de trabalho ganhou força após mobilização de parlamentares ligados à pauta trabalhista e passou a ser tratada como uma das principais agendas sociais em discussão no Congresso. Já a proposta alternativa defendida pela oposição prevê maior flexibilização das jornadas e modelos de remuneração por hora trabalhada, o que gerou críticas de entidades sindicais e parlamentares governistas.





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