TSE CENSURA LULA


Desde que, meses atrás, se soube que os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça ficariam à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições deste ano, espalhou-se a preocupação de que houvesse parcialidade no julgamento das campanhas. Afinal, ambos foram indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro com a anunciada missão de serem representantes do ex-presidente na Corte. Infelizmente, as decisões tomadas recentemente pelos dois parece confirmar esse favorecimento à corrente bolsonarista.

Na última delas, Nunes Marques determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Avante-MG) no WhatsApp, com 3,3 milhões de seguidores, a pedido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). Vai além: impede novas publicações e a entrada de seguidores até a homologação do resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A medida absurda acabou derrubada pelo corregedor do TSE e a questão será levada a plenário.

Antes de a censura ser revogada, Lula comentou a decisão: “Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas que querem votar em mim participarem do canal do ‘Exército do Lula’. Ora, não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano, de permitir  que as eleições fluam sem interferência da Justiça”, disse o candidato à reeleição, na manifestação da Avenida Paulista.

“Eu  vejo que nas redes sociais nós estamos ganhando o jogo. Nosso povo está muito ativo, está trabalhando demais, está postando muita coisa e é por isso que eu estou desconfiando do comportamento da corte eleitoral, que tem bloqueado muita gente nossa e tem permitido que as ações deles continuem. Nós vamos hoje entrar na Justiça com pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou.

A decisão de tirar do ar o canal “Exército do Lula” foi tomada sem que o ministro ouvisse o contraditório, ou seja, a defesa dos criadores da ferramenta de campanha. Além disso, o art. 9º-D, citado na resolução de Nunes Marques, fala em cessar acesso ao conteúdo — não em fechar o canal.

Antes, neste mesmo domingo, Nunes Marques tinha determinado a suspensão imediata de uma propaganda da campanha de Lula que associava Flávio a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.

Decisões esdrúxulas como essas, inclusive a censura de uma peça de campanha que apresentava apenas o “currículo” criminal de Flávio com base em reportagens publicadas em grandes veículos de comunicação, têm sido a marca dessa temporada eleitoral.

Como esquecer a decisão de André Mendonça que derrubou todas as postagens nas redes que mencionavam Nossa Senhora Aparecida apenas em retaliação a uma publicação do humorista Antonio Tabet que associava uma “família miliciana” á rejeição à Padroeira do Brasil?

Enquanto isso, uma enxurrada de fake news bolsonaristas contra o petista circula pelas plataformas digitais e principalmente pelos aplicativos de mensagens, sem a necessária punição da Justiça. Até mesmo a admissão da Meta de que seus mecanismos apresentaram distorções que prejudicaram o petista tem passado em branco.

É preciso que os ministros do TSE, em especial André Mendonça e Nunes Marques, voltem ao trilho da institucionalidade.

Ou então esta eleição presidencial ficará marcada como o pleito em que o Tribunal Superior Eleitoral escolheu um dos candidatos.

A continuar desse jeito, a morte da democracia já estará sacramentada, mesmo antes de o Congresso de maioria bolsonarista tomar posse em 2027.

 





ICL – Notícias

Ato pela reeleição de Lula leva milhares à Avenida Paulista

Uma manifestação pela reeleição...

Corregedor do TSE derruba suspensão do canal ‘Exército do Lula’; plenário decidirá

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu neste...

Corregedor derruba decisão que suspendeu canal Exército do Lula

O corregedor-geral eleitoral, ministro...

Amazonas Repórter

Tudo

Co-fundador do Ethereum diz que projeto morrerá nos próximos 15 anos

Charles Hoskinson, co-fundador do Ethereum (ETH) e fundador da Cardano (ADA), acredita que o Ethereum não sobreviverá por mais de 15 anos. Suas...

EUA fazem audiência sobre tarifa de 25% ao Brasil

Por Alex Rodrigues – Agência Brasil O Escritório do Representante Comercial dos Estados...