Uefa acusa Infantino de perder credibilidade e Trump nega influência na Fifa


A tensão entre a Uefa e a Fifa se agravou neste sábado (01), após a entidade europeia afirmar que perdeu a confiança no presidente da Fifa, Gianni Infantino. A declaração ocorre em meio a questionamentos sobre um suposto plano envolvendo a venda de participação comercial da entidade máxima do futebol, assunto que também levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a se manifestar.

Em documento divulgado pela Uefa, a organização afirma que um “esquema secreto” conduzido por Infantino comprometeu a transparência da gestão da Fifa e abalou a relação de confiança entre as entidades. Segundo a confederação europeia, decisões relevantes teriam sido conduzidas sem o devido conhecimento ou participação dos integrantes da governança do futebol internacional.

A manifestação representa um dos ataques mais contundentes já feitos pela Uefa contra o dirigente suíço, que ocupa a presidência da Fifa desde 2016. A entidade europeia sustenta que a condução dos processos internos precisa seguir princípios de transparência, prestação de contas e respeito às estruturas de governança.

No mesmo contexto, Donald Trump negou ter participado de qualquer conversa com Gianni Infantino sobre uma suposta proposta envolvendo a venda de ações ou participação comercial da Fifa. O presidente norte-americano classificou as informações como falsas e afirmou que jamais discutiu o assunto com o dirigente.

As especulações sobre a negociação ganharam força após relatos de que a Fifa estaria avaliando alternativas para ampliar suas fontes de financiamento por meio da comercialização de parte de seus ativos comerciais. O tema, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmado pela entidade.

A combinação das críticas da Uefa e da negativa de Trump amplia a pressão sobre Infantino em um momento delicado para a administração da Fifa. O episódio expõe divergências entre as principais lideranças do futebol mundial e reacende o debate sobre transparência, governança e a condução dos negócios da entidade que administra o esporte mais popular do planeta.

Até o momento, a Fifa não apresentou uma resposta detalhada às acusações feitas pela Uefa nem esclareceu oficialmente as especulações envolvendo seu modelo de gestão comercial.





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