O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, reúne-se nesta quinta-feira (10 de setembro), em Manaus, com representantes do setor produtivo para apresentar alternativas de financiamento destinadas às empresas do polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM).
O encontro será realizado na sede da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) e terá as participações do presidente da entidade, Antônio Silva, e do superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Leopoldo Montenegro.
Ao lado da equipe técnica do BNDES, Mercadante apresentará um balanço da atuação do banco no estado, além das linhas de crédito, garantias e demais instrumentos disponíveis para financiar investimentos empresariais.
Para as empresas instaladas no polo industrial da ZFM, a aproximação com o BNDES pode abrir caminhos para financiar aquisição de máquinas e equipamentos, digitalização de processos, pesquisa e desenvolvimento, redução de emissões e implantação de fontes renováveis de energia.
Também deverão ser explicados os mecanismos de garantia oferecidos pelo banco, considerados especialmente importantes para micro, pequenas e médias empresas que enfrentam dificuldades para apresentar as garantias normalmente exigidas nas operações de crédito.
Parte das operações do BNDES pode ser realizada diretamente pelo banco, enquanto outras chega às empresas por meio de instituições financeiras credenciadas.
A programação está concentrada na apresentação dos instrumentos já disponíveis e na aproximação entre o banco público e o setor produtivo regional.
Polo supera R$ 121 bilhões
O tamanho da atividade industrial ajuda a dimensionar a importância da agenda. No primeiro semestre de 2026, o polo industrial da ZFM faturou R$ 121,76 bilhões, segundo os dados mais recentes divulgados pela Suframa.
No período, as empresas mantiveram média mensal de 130.903 empregos diretos. As exportações alcançaram US$ 391,04 milhões.
Bens de informática lideraram o faturamento, com participação de 22,01%, seguidos pelos segmentos de duas rodas, com 19,77%; eletroeletrônico, com 15,90%; e químico, com 10,87%.
Os números mostram uma base industrial diversificada e intensiva em tecnologia, mas que exige investimentos contínuos para conservar competitividade.
Suframa conecta cinco estados
A presença da Suframa amplia o alcance regional do encontro. Embora o polo industrial esteja concentrado em Manaus, a área administrada pela autarquia alcança Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá por meio da Zona Franca de Manaus e das áreas de livre comércio.
Essa abrangência permite discutir o financiamento não apenas da produção fabril, mas também de projetos relacionados à bioeconomia, infraestrutura, tecnologia, logística e aproveitamento sustentável da biodiversidade.
A autarquia desempenha papel central na aprovação e no acompanhamento dos projetos industriais incentivados, além de induzir investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação na Amazônia ocidental.
BNDES tem papel estratégico na Amazônia
Como principal instituição federal de financiamento de longo prazo, o BNDES pode contribuir para reduzir desigualdades regionais e enfrentar gargalos históricos da Amazônia, onde distâncias, logística complexa e infraestrutura insuficiente elevam os custos dos investimentos.
Além do crédito empresarial, o banco atua no financiamento de infraestrutura, transição energética, inovação, qualificação profissional e desenvolvimento sustentável.
Também administra o Fundo Amazônia, que apoia ações de prevenção e combate ao desmatamento, conservação da floresta e geração de atividades econômicas sustentáveis.
Em outra frente regional, o banco aprovou R$ 7,4 milhões para um projeto conduzido pelo Senai que prevê a formulação de até 27 cursos técnicos ligados à bioeconomia.
A iniciativa pode beneficiar aproximadamente 50 mil estudantes nos nove estados da Amazônia Legal.
A reunião na Fieam, portanto, vai além de uma apresentação de linhas bancárias. Ela coloca em discussão a capacidade do crédito público de financiar uma indústria mais tecnológica, competitiva e conectada aos desafios econômicos e ambientais da Amazônia.
Foto: divulgação/BNDES





