Cid pode perder benefícios de delação por omitir plano para matar Lula e Moraes

O coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, pode perder os benefícios da colaboração premiada firmada com a Polícia Federal. A punição é estudada por autoridades após a descoberta de que Cid omitiu informações sobre o plano para militares assassinarem o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Cid foi convocado para prestar novo depoimento à Polícia Federal hoje (19). O objetivo é tratar com ele das informações omitidas sobre o plano para executar Lula, Alckmin e Moraes, segundo apurou a coluna.
Os investigadores conseguiram recuperar no celular de Cid arquivos deletados referentes ao “Punhal Verde Amarelo”, plano elaborado por militares com cursos de operações especiais, conhecidos como kids pretos, para os assassinatos.
A delação premiada de Mauro Cid foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

Operação contra kids pretos

A PF deflagrou hoje a Operação Contragolpe, que tenta cumprir cinco mandados de prisão contra envolvidos no plano golpista, entre eles quatro oficiais do Exército. Os alvos são o general Mario Fernandes, o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, os majores Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo, além do policial federal Wladimir Matos Soares.
Também são cumpridos três mandados de busca e apreensão e outras 15 medidas cautelares determinadas pelo STF.

Plano para matar Lula, Alckmin e Moraes

A PF identificou um planejamento operacional detalhado, batizado como “Punhal Verde e Amarelo” para que militares, a maioria deles kids pretos, executassem ações golpistas, entre elas a prisão e execução do ministro Alexandre de Moraes, como a coluna revelou na semana passada. O plano também incluía a execução do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, segundo a PF.

O plano detalhava os recursos bélicos e de pessoal necessários para executar as ações golpistas. Os kids pretos montariam ainda um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise” para lidar com as repercussões institucionais dos crimes.

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