O evento será nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, no Espaço Le Lieu, na rua São Luís, Adrianópolis, 10, a partir das 18h
Pela primeira vez, o leitor brasileiro tem acesso a uma antologia poética do poeta e soldado inglês Wilfred Owen. O livro “A velha mentira – poemas da Grande Guerra por Wilfred Owen”, traduzido, escrito e organizado pela historiadora, criadora de conteúdo e escritora manauara Clarissa Desterro (@clarissadesterro), aborda a memória e a resistência da poesia frente à barbárie.
O lançamento será nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, no Espaço Le Lieu, na rua São Luís, Adrianópolis, 10, a partir das 18h.
Composta pela tradução de trinta poemas do autor, a obra publicada pela Caravana (176 págs.) conta com capítulos de análise da poesia de Owen, uma pequena biografia dele e também um trabalho de contextualização histórica da Primeira Guerra. A edição é bilíngue.

Wilfred Owen é considerado o principal nome da poesia de guerra do século XX. Sua poesia expõe o horror de ser mais um soldado em batalha. É uma obra em que o lirismo advém da raiva e do sofrimento que ele conheceu frente a ideia de dever patriótico e heroísmo vigentes. Nascido em 1893, na Inglaterra, Owen foi morto em combate aos 25 anos, dias antes do armistício em 1918.
Seus poemas foram escritos no ano em que ficou hospitalizado na Escócia por sofrer com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (conhecido na época como shell shock), doença adquirida após repetidos ferimentos e acidentes na frente de combate.
Quem lê sua poesia se vê nas trincheiras com ele, cheirando os odores de excrementos humanos e cadáveres, sentindo a dor das feridas, ouvindo as metralhadoras e os gemidos de agonia dos companheiros de batalha. É uma poesia muito visual e visceral, cheia de revolta política e denúncia.
Até hoje, o poeta não havia tradução ampla de seus poemas para o português, embora seja um expoente importantíssimo da poesia do século XX no cânone internacional, um dos grandes precursores do modernismo, e o maior poeta de guerra da contemporaneidade. Sua poesia, descrita pelo escritor Dylan Thomas como “para todos os tempos, todos os lugares e todas as guerras”, é extremamente para pensar nos conflitos em andamento e no impacto psicológico e cultural de certas narrativas no imaginário de guerra de todos nós.
A tradução é guiada pela intenção de Owen com seus poemas: “Meu tema é a Guerra, e a Lástima da Guerra. A poesia está na Lástima”, escreveu o autor, resumindo sua obra. O interesse do livro foi preservar o conteúdo da poesia acima de tudo, levando em conta que o autor queria expor a futilidade, a tragédia e o horror da guerra para enfrentar a cultura belicosa que propagandeava lutar uma guerra como algo honrado. A prioridade máxima, assim, foi traduzir as imagens, a mensagem e as palavras da maneira mais exata possível.

Pela primeira vez, o leitor brasileiro tem acesso a uma antologia poética do poeta e soldado inglês Wilfred Owen. O livro “A velha mentira – poemas da Grande Guerra por Wilfred Owen”, traduzido, escrito e organizado pela historiadora, criadora de conteúdo e escritora manauara Clarissa Desterro (@clarissadesterro), aborda a memória e a resistência da poesia frente à barbárie. Composta pela tradução de trinta poemas do autor, a obra publicada pela Caravana (176 págs.) conta com capítulos de análise da poesia de Owen, uma pequena biografia dele e também um trabalho de contextualização histórica da Primeira Guerra. A edição é bilíngue.
Wilfred Owen é considerado o principal nome da poesia de guerra do século XX. Sua poesia expõe o horror de ser mais um soldado em batalha. É uma obra em que o lirismo advém da raiva e do sofrimento que ele conheceu frente a ideia de dever patriótico e heroísmo vigentes. Nascido em 1893, na Inglaterra, Owen foi morto em combate aos 25 anos, dias antes do armistício em 1918. Seus poemas foram escritos no ano em que ficou hospitalizado na Escócia por sofrer com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (conhecido na época como shell shock), doença adquirida após repetidos ferimentos e acidentes na frente de combate.
Quem lê sua poesia se vê nas trincheiras com ele, cheirando os odores de excrementos humanos e cadáveres, sentindo a dor das feridas, ouvindo as metralhadoras e os gemidos de agonia dos companheiros de batalha. É uma poesia muito visual e visceral, cheia de revolta política e denúncia.
Até hoje, o poeta não havia tradução ampla de seus poemas para o português, embora seja um expoente importantíssimo da poesia do século XX no cânone internacional, um dos grandes precursores do modernismo, e o maior poeta de guerra da contemporaneidade. Sua poesia, descrita pelo escritor Dylan Thomas como “para todos os tempos, todos os lugares e todas as guerras”, é extremamente para pensar nos conflitos em andamento e no impacto psicológico e cultural de certas narrativas no imaginário de guerra de todos nós.
A tradução é guiada pela intenção de Owen com seus poemas: “Meu tema é a Guerra, e a Lástima da Guerra. A poesia está na Lástima”, escreveu o autor, resumindo sua obra. O interesse do livro foi preservar o conteúdo da poesia acima de tudo, levando em conta que o autor queria expor a futilidade, a tragédia e o horror da guerra para enfrentar a cultura belicosa que propagandeava lutar uma guerra como algo honrado. A prioridade máxima, assim, foi traduzir as imagens, a mensagem e as palavras da maneira mais exata possível.




