Congresso Pan-Africano valoriza espiritualidades africanas e afrodescendentes


Entre os dias 8 a 12 de dezembro a delegação brasileira, composta por militantes e intelectuais negros, participou do 9º Congresso Pan-Africano.

O evento aconteceu na cidade de Lomé, capital do Togo, e reuniu milhares de pessoas em prol de um objetivo comum: promover ações, colaborações e cooperações culturais, espirituais, econômicas voltadas para os países africanos e afrodescendentes.

É importante lembra que o primeiro Congresso Pan-Africano aconteceu em ocorreu em Paris, capital da França, em 1919.

Organizado por figuras e lideranças como W.E.B. Du Bois e o deputado Blaise Diagne, o evento, que aconteceu após a Primeira Guerra Mundial, buscou colocar no centro dos debates a importância de descolonização do continente africanos.

106 anos depois da sua primeira edição, o Congresso Pan-Africano leva, novamente, o tema sobre a valorização das espiritualidades africanas e afrodescendentes como ação de preservação e manutenção das identidades e culturas negras e africanas.

Como bem nos mostra a história, as espiritualidades e religiosas africanas e afrodescendentes contribuíram de forma significativa com os processos de libertação no Haiti, luta contra a escravidão e intolerância religiosa no Brasil.

Assim, Lomé foi palco, também, de encontros e propostas que ultrapassaram as barreiras linguísticas em prol da promoção da cultura da paz, do respeito e da tolerância.





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