A CVM no Brasil autuou mais uma corretora que vinha ofertando produtos financeiros para brasileiros nesta quarta-feira (2), inclusive opções de criptomoedas.
A corretora em questão captava brasileiros, com depósitos liberados via PIX e criptomoedas também.
Além disso, a INVESTIN mantinha outros produtos financeiros. Contudo, sem autorização para funcionamento, entrou na mira do regulador.
CVM alerta o mercado sobre corretora que ofertava produtos financeiros e opções de criptomoedas
Em suas redes sociais, a INVESTIN Broker buscava passar uma sensação de segurança para os investidores. Entre seus produtos, apresentava até opções em criptomoedas, com investimentos disponíveis 24 horas.
As opções de criptomoedas são um tipo de contrato financeiro derivativo que dá ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender uma criptomoeda a um preço predeterminado em uma data futura específica (ou até essa data).
As opções funcionam de maneira semelhante às opções tradicionais no mercado financeiro, mas em vez de ações ou outros ativos, elas envolvem criptomoedas como Bitcoin, Ethereum e outras.
Ou seja, vinha captando brasileiros para operações de alto risco, que não contavam com segurança jurídica aos investidores.
“A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) alerta ao mercado de capitais e ao público em geral sobre a atuação da empresa GRF Assessoria Ltda. e seu único sócio Guilherme Ricardo Fuhr,” disse o regulador em nota.
Entenda mais detalhes que chamaram a atenção do regulador
De acordo com a Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediário (SMI), foram identificados indícios de que esta empresa e seu sócio, que usam a plataforma de marca INVESTINBROKER e mantêm o site www.investinbroker.com, buscam captar clientes residentes no Brasil para a realização de operações com valores mobiliários.
Assim, por meio do Ato Declaratório CVM 23.225, a autarquia determinou a suspensão imediata da oferta de produtos e serviços para brasileiros. Caso a empresa descumpra a determinação, poderá receber multa diária de R$ 1 mil, sem prejuízo para outras sanções administrativas.
Qualquer pessoa que seja pego anunciando a empresa pela internet ou redes sociais também pode ser responsabilizado.
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Vale lembrar que na última semana a CVM emitiu um alerta ao mercado sobre a empresa Metaverso LTDA e seus sócios, que também vinham captando recursos sem autorização no país.
Antes, a CVM revogou um stop order contra o Mercado Bitcoin, pela emissão de 11 tokens no mercado brasileiro.
Fonte: Livecoins