De pescador a pastor: caminhos inusitados de ex-jogadores de Copa após aposentadoria


Por Carreira e Cursos

Disputar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador. Atualmente, os altos salários do futebol permitem que muitos atletas encerrem a carreira com estabilidade financeira. Mas essa realidade nem sempre existiu.

Ao longo da história, diversos jogadores — inclusive campeões mundiais — precisaram buscar novos caminhos depois de pendurar as chuteiras. Alguns mudaram de profissão por necessidade; outros aproveitaram a aposentadoria para investir em antigos interesses ou descobrir novas vocações. A informação é do jornal O Globo.

Confira histórias de ex-atletas que trocaram os gramados por ocupações bem diferentes:

Ray Wilson, agente funerário

Titular da Inglaterra na campanha do título da Copa de 1966, Ray Wilson disputou todas as partidas da equipe e levantou a taça em Wembley após a vitória sobre a Alemanha Ocidental. Ao encerrar a carreira, em 1971, abriu uma funerária, negócio que administrou por mais de duas décadas. Ele morreu em 2018, aos 83 anos, em decorrência do Alzheimer.

Wilson Piazza, empresário do setor de combustíveis

Campeão mundial com a seleção brasileira em 1970 e ídolo do Cruzeiro, Piazza se aposentou em 1979. Depois de atuar como sindicalista em Belo Horizonte, passou a investir no ramo de combustíveis e tornou-se proprietário de uma rede de postos.

Fábio Coentrão, pescador

Presente nas Copas de 2010 e 2014 por Portugal, Fábio Coentrão encerrou a carreira em 2021, após passagem pelo Rio Ave. Em vez de permanecer no futebol, decidiu seguir a tradição da família e trabalhar como pescador.

“A vida no mar não é motivo de vergonha. É um trabalho como qualquer outro. Sempre soube que o futebol teria um fim e que precisaria seguir outro caminho. Minha felicidade está neste barco”, afirmou ao canal Empower Brands.

Tim Wiese, lutador

Reserva de Manuel Neuer na seleção alemã durante a Copa de 2010, Tim Wiese deixou o futebol quatro anos depois. Em 2016, estreou como lutador profissional na WWE, adotando o apelido de “A Máquina”.

Taribo West, pastor

Destaque da Nigéria nas Copas de 1998 e 2002, Taribo West também defendeu clubes como Inter de Milão e Milan. Após a aposentadoria, tornou-se pastor e fundou a própria igreja em 2014.

“Tive um encontro pessoal com Deus”, declarou o ex-zagueiro.

Gabriel Batistuta, fazendeiro e golfista

Um dos maiores artilheiros da história da Argentina, Gabriel Batistuta disputou três Copas do Mundo, entre 1994 e 2002. Depois de deixar o futebol, administrou uma construtora e passou a se dedicar à fazenda da família, onde cria cavalos e gado. Paralelamente, tornou-se jogador de golfe e participa de torneios da modalidade.

Stéphane Guivarc’h, vendedor de piscinas

Campeão mundial com a França em 1998, Stéphane Guivarc’h encontrou uma nova carreira no setor de piscinas após encerrar a trajetória como jogador, em 2002. O convite veio de um amigo proprietário de uma empresa de encanamento.

“Ele queria criar um setor de piscinas e precisava de um representante comercial. Eu estava desempregado e aceitei. Dezessete anos depois, continuo trabalhando com ele”, contou.

Félix, vendedor de automóveis

Goleiro da seleção brasileira campeã do mundo em 1970, Félix chegou a ser dono de concessionárias de automóveis nos anos 2000. Mais tarde, porém, deixou o comércio e passou a atuar como coordenador de uma cooperativa de ex-atletas em São Paulo, responsável por acompanhar projetos esportivos da prefeitura.

“Já fui proprietário de oficinas e agências de carro, mas nunca tive muita paciência para o comércio. Gosto mesmo é de futebol”, disse em entrevista ao Globo Esporte.





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