Deepfakes estão cada vez mais realistas


Pesquisadores revelam que vídeos falsos já simulam sinais fisiológicos realistas, tornando a detecção cada vez mais difícil

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Imagem: Smile Studio AP/Shutterstock

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Deepfakes estão se tornando cada vez mais realistas — a ponto de agora conseguirem simular até batimentos cardíacos e alterações sutis na cor da pele, características antes usadas para identificar vídeos falsos.

Pesquisadores da Universidade Humboldt de Berlim demonstraram que os modelos mais avançados de deepfake conseguem replicar sinais fisiológicos tão convincentes que enganam até detectores especializados.

O estudo, publicado na revista Frontiers in Imaging, revelou que os vídeos falsos podem até “herdar” sinais cardíacos reais dos vídeos originais usados para manipulá-los.

O que os pesquisadores descobriram

  • Por meio de um novo sistema baseado em fotopletismografia remota (rPPP) — uma técnica que analisa variações de luz refletida na pele para medir a frequência cardíaca — os cientistas inicialmente conseguiram distinguir vídeos reais de falsos.
  • No entanto, ao testarem deepfakes de alta qualidade, perceberam que muitos deles exibiam batimentos aparentemente reais, mesmo sem que esses sinais tivessem sido programados conscientemente.
  • Isso ocorre porque pequenos detalhes, como a coloração natural da pele no vídeo original, são transferidos acidentalmente para o vídeo manipulado, gerando um “pulso fantasma”.
Tecnologia avança e torna falsificações digitais quase indistinguíveis de vídeos reais – Imagem: R.bussarin/Shutterstock

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Apesar do avanço dos falsificadores digitais, os autores do estudo acreditam que ainda há formas de detecção eficazes.

Enquanto os deepfakes conseguem simular uma frequência cardíaca global, ainda não reproduzem corretamente as variações espaciais e temporais do fluxo sanguíneo no rosto. Detectores de nova geração poderão explorar essa fragilidade para recuperar a vantagem.

A descoberta acende um alerta sobre os riscos do uso malicioso de deepfakes, que vão desde campanhas de desinformação até fraudes sofisticadas.

Ainda que esse cenário pareça futurista, os pesquisadores alertam que a corrida tecnológica entre criadores e detectores está longe de terminar — e os falsos continuam a melhorar.

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Os deepfakes estão mais vivos: agora têm até batimento cardíaco – Imagem: shuttersv / Shutterstock.com


Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.




Fonte: Olhar Digital

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