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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Diálogo nórdico-brasileiro rumo à COP-30 debate integração entre ciência, comunidades locais e políticas públicas na Amazônia

Pesquisadores brasileiros e europeus debatem caminhos para desenvolver pesquisas mais impactantes sobre a Amazônia

Estratégias e boas práticas para aumentar o impacto dos resultados da pesquisa nas políticas públicas e nas práticas foi a temática que norteou os debates do segundo dia do evento “Conectando saberes para a ciência com impacto na Amazônia – Diálogo nórdico-brasileiro rumo à COP-30 e além”. A atividade reuniu pesquisadores e gestores de agências de fomento do Brasil e da União Europeia.

Apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o encontro ocorreu nesta quinta-feira (23/10), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), no bairro Parque 10 de Novembro, zona centro-sul de Manaus.

Durante os dois dias (22 e 23/10), pesquisadores brasileiros e europeus reuniram-se para debater caminhos para desenvolver pesquisas mais impactantes sobre a Amazônia, por meio da cooperação e cocriação responsáveis e inclusivas. As atividades foram desenvolvidas em parceria com o Consulado da Finlândia, em São Paulo, com as Embaixadas da Suécia e da Noruega, em Brasília, Iniciativa Amazônia+10, Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), e financiamento do Nordic Embassy Cooperation Programme (NEP).

Para a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, o evento buscou aproximar pesquisadores da Amazônia e europeus por meio de uma intensa troca de experiências e diálogo aberto sobre questões relevantes para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

“Nós temos aqui pesquisadores, instituições, representantes de embaixadas da Suécia, da Finlândia e da Noruega, e nesses dois dias tivemos um diálogo aberto e franco entre os pesquisadores e os gestores. A partir desse evento, nossa expectativa é ampliar parcerias para a pesquisa e fomento à CT&I em relação aos estados da Amazônia Legal”, comentou Márcia Perales.

Ela reforçou ainda que o evento demonstra o potencial da região amazônica para o desenvolvimento de projetos conjuntos e o fortalecimento de redes de pesquisa.“Houve um momento de apresentações de algumas pesquisas que foram selecionadas, e essa troca foi feita entre pesquisadores brasileiros e dos países europeus, possibilitando a identificação de convergências em relação a essas atuações”, disse Márcia Perales.

Pela primeira vez em Manaus, a Conselheira de Educação Superior e Ciência do Consulado da Finlândia em São Paulo, Johanna Kivimäki, destacou que o evento fez a integração entre ciência, comunidades locais e políticas públicas.

“Estamos focando mais no impacto social da pesquisa. Os pesquisadores têm trabalhado em grupos pequenos, com a ideia de cocriar elementos, objetivos e estratégias que ampliem esse impacto na Amazônia. Damos muita importância à inclusão, consideração e valorização do conhecimento original dos povos indígenas e de outras comunidades tradicionais. Isso é um ponto central em todas as discussões”, explicou a Johanna Kivimäki.

Estratégias e Boas Práticas

Durante o último dia, os pesquisadores fizeram a apresentação dos objetivos da sessão e do método de trabalho, além de responderem questões sobre o assunto. Eles debateram sobre estratégias e sugestão de boas práticas para o aumento dos resultados de pesquisa.

Na oportunidade, os grupos de trabalho apresentaram e discutiram casos de investigação e inovação com boas práticas para aplicar os resultados da pesquisa em políticas ou práticas. E, logo após essa etapa, reuniram-se para falar sobre as diferentes vertentes dos grupos, na sessão plenária.

Para o pesquisador Anselmo Gonçalves, do Instituto Federal do Acre (Ifac), esse encontro foi uma ótima oportunidade para discutir a ciência sob outros pontos de vista e sua aplicação no contexto amazônico.

“O evento me surpreendeu pela qualidade das conexões interdisciplinares. A pesquisa fugiu muito da ciência tradicional, de como ela é abordada, com um foco muito grande nas comunidades, nos territórios e nas áreas protegidas, por meio de uma perspectiva a médio prazo, com a finalidade de conectar a ciência com as pessoas”, afirmou Anselmo Gonçalves.

A pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Fernanda de Pinho Werneck, complementou que esses dias de evento foram uma oportunidade enriquecedora para compartilhar sobre os resultados dos projetos e possibilitaram a oportunidade de novas parcerias.

“Essa oportunidade abriu muitas possibilidades de colaboração e de levar esses sistemas também para a população. Tem sido um momento preparatório muito interessante para a comunidade científica nacional e internacional para discutir sobre os impactos e mudanças climáticas”, afirmou.

Apoio às pesquisas

Os representantes das agências de financiamento de pesquisa também participaram de um painel sobre boas práticas ao fomento de pesquisas com o tema “Boas práticas para o financiamento em apoio a uma pesquisa impactante, responsável e inclusiva”, com foco no fomento e cocriação de conhecimento transdisciplinar, parcerias de pesquisa respeitosas e valorização do conhecimento científico além da academia.

O debate foi conduzido pelo assessor da presidência da Faspesp para a Iniciativa Amazônia+10, João Arthur Reis, com a participação de Márcia Perales Mendes Silva, com a participação da Secretária Geral do Conselho de Pesquisa da Finlândia, Maiju Gyran; da diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Dalila Andrade Oliveira; do Secretário-Executivo da Iniciativa Amazônia+10, Rafael Andery; e do Oficial de Políticas de Ciência, Tecnología e Inovação da Delegação da União Europeia no Brasil, Dhallys Mota Nunes.

Na ocasião, a diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade Oliveira, destacou a importância do encontro que reuniu diversos interlocutores com a mesma problemática: cuidar do planeta. “O evento foi muito construtivo porque reuniu interlocutores de diferentes espaços, desde a academia, pesquisadores nacionais e internacionais, até povos tradicionais, com a presença de lideranças indígenas muito importantes”, explanou a Dalila Andrade.

Iniciativa Amazônia+10

A Iniciativa Amazônia+10 é um Programa de fomento à pesquisa, em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No Amazonas, a chamada é executada pelo Governo do Amazonas, via Fapeam.

O Programa tem o objetivo de apoiar pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico em instituições de ensino e pesquisa e em empresas sobre os problemas atuais da Amazônia, que tenham como foco o estreitamento das interações natureza-sociedade para um desenvolvimento sustentável e inclusivo da região amazônica.

Entre as linhas temáticas, estão: Territórios como infraestrutura e logísticas que facilitam o desenvolvimento sustentável em dimensão multiescalar; Povos da Amazônia como protagonistas do conhecimento e da valorização da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas; e Fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis pelos amazônidas.

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