O dólar subiu ante o real nesta sexta-feira (31), em um dia marcado por um problema técnico que atrasou a abertura do pregão na Bolsa brasileira, a B3. Apesar da alta do dia, a moeda americana fechou julho com resultado negativo, encerrando uma sequência de dois meses de valorização. Já o Ibovespa terminou a sessão em alta, favorecido pela melhora nas expectativas sobre os juros da economia americana, e fechou o mês com o primeiro ganho mensal desde fevereiro.
Como ficaram os principais indicadores
O dólar abriu o dia praticamente estável e fechou cotado a R$ 5,070 na venda, alta de 0,17% em relação ao fechamento de ontem. No mês, porém, a moeda acumulou queda de 2%, depois de ter chegado a R$ 5,16 em julho. No ano, a variação segue negativa em 8%. Antes dessa queda mensal, o dólar havia subido por dois meses seguidos, saindo de R$ 5,00 para perto de R$ 5,20 no fim de junho.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, subia 0,57%, aos 178.161 pontos, faltando 20 minutos para o fim do pregão, no que foi a primeira alta mensal do indicador depois de quatro meses seguidos de perdas. Desde o fim de fevereiro, o índice já havia recuado 9%, e agora recupera parte dessas perdas, saindo da faixa dos 172 mil pontos para perto dos 180 mil novamente. No ano, o Ibovespa ainda acumula ganho de cerca de 10%, impulsionado pela forte alta do primeiro bimestre.

Falha atrasou o início do pregão
O pregão da B3, que deveria começar às 10h, só teve início às 12h45. Segundo a Bolsa, o atraso foi causado por um problema técnico no envio de arquivos e na abertura da Câmara B3, etapa necessária para o funcionamento do mercado. A B3 informou que os ativos cambiais e os demais ativos permaneceriam em leilão até a resolução do problema.
Balanços movimentam mercados no Brasil e no exterior
As Bolsas ao redor do mundo subiram nesta sexta-feira, repetindo o movimento visto em Wall Street no dia anterior, com atenção voltada aos balanços de empresas de tecnologia. Em Nova York, os investidores reagiram de forma diferente aos resultados de Apple e Amazon, divulgados na quinta-feira após o fechamento das Bolsas.
No Brasil, a B3 também repercutiu balanços, uma oferta de compra de ações e uma decisão de recuperação judicial. Os destaques do dia foram a mineradora Vale, o Santander Brasil e a Raízen.
O petróleo fechou em queda. O barril do tipo Brent, referência internacional, com entrega para outubro, recuou 1,37%, a US$ 86,88. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, com entrega para setembro, caiu 1,03%, a US$ 83,59 por barril.
Corporativo
A Vale teve queda de 26% no lucro do segundo trimestre, que somou US$ 1,6 bilhão. Já o resultado operacional da empresa, sem contar os efeitos de Brumadinho e itens não recorrentes, subiu 19% na comparação com o mesmo período do ano passado, com margem estável em relação a 2025. As ações da mineradora subiam 0,45% no fim da tarde, a R$ 76,43.
O Santander lançou uma oferta para comprar 10% das ações da unidade brasileira do banco. A operação, que pode movimentar R$ 11,1 bilhões, funciona por troca de papéis: quem aceitar entrega suas ações do Santander Brasil e recebe, em troca, recibos de ações do banco na Espanha. A cada unit ou ADS do Santander Brasil, o investidor recebe 0,4056 recibo do banco espanhol; para cada ação ordinária ou preferencial, a proporção é de 0,2028. As ações do banco na B3 subiam mais de 13,66% no fim da tarde, ajustando o preço à oferta feita pela matriz.
A Raízen recebeu aprovação da Justiça para seguir com sua recuperação extrajudicial. A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aprovou o plano da empresa, o que torna a reestruturação de R$ 61,4 bilhões em dívidas obrigatória para todos os credores da categoria. As ações da companhia eram negociadas a R$ 0,26 no fim da tarde.





